História do Puma


História do Puma

A história do Puma, conhecido como o “esportivo brasileiro”, começou na década de 1960, com um fabricante de cachaça chamado Genaro ‘Rino’ Malzoni. Depois de sonhar por alguns anos com um esportivo totalmente nacional, Rino Malzoni decide em 1964 dar asas à imaginação. Utilizando o chassi e componentes mecânicos do DKW-Vemag, que era fabricado no Brasil, nasce o primeiro protótipo do esportivo brasileiro que, passados alguns anos, se tornaria um sucesso no Brasil e em vários países do mundo, inclusive Japão, África do Sul, Suíça e EUA.

Para levar avante o projeto, Rino Malzoni chama os amigos Milton Masteguin, Mário César Camargo Filho e Jorge Lettry e assim, na fazenda de Malzoni, em Matão, no interior de São Paulo, inicia-se a produção dos protótipos. O sonho vai ganhando seriedade e em outubro do mesmo ano a empresa instala-se em São Paulo, num galpão na avenida Presidente Wilson, com a denominação de Automóveis Lumimari Ltda.. A palavra Lumimari vem das primeiras duas letras do nome da nova formação de sócios/projetistas: Luiz Roberto Alves da Costa, Milton Masteguin, Mário César Camargo Filho e Rino Malzoni.

Surge, com 3,99 metros de comprimento, 1,6 metro de altura e 1,2 metro de largura, o DKW-Malzoni. O motor de três cilindros de dois tempos, 981 centímetros cúbicos, desenvolvia 60 cv a 4.500 rpm. Com sua carroceria de fibra de vidro muito leve (o carro pronto pesava 810 kg) e a boa aerodinâmica, não era sentida a falta de uma motorização mais forte. O DKW-Malzoni atingia 145 km/h, o que para a época era muito bom. O câmbio era de quatro marchas, embreagem monodisco e freios a disco na dianteira (opcional).

Antes mesmo de começar a comercialização ao público, o DKW-Malzoni logo foi para as pistas de corrida e o sucesso foi imediato. De cara venceu o GP Taça das Américas, em São Paulo, e os 500 Quilômetros da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. No ano seguinte, a fábrica continuou a vender apenas protótipos para competição e o sucesso permanecia.

Em 1966, a Lumimari apresenta no V Salão do Automóvel, em São Paulo, a versão Espartano. A Espartano era o vencedor DKW-Malzoni com todos os itens de luxo que um carro da categoria merecia. Com o modelo aprovado em todos os sentidos, a Lumimari muda de nome e vira Puma Veículos e Motores Ltda., e o carro recebe a denominação de Puma GT.

No primeiro ano de atividade comercial da Puma, apenas 35 veículos de rua foram comercializados. Já no ano seguinte, 1967, a produção cresce 200% e são vendidos 125 carros. Nas competições o sucesso é ampliado.

Porém, durante o ano de 1967, o mercado brasileiro sofria grandes mudanças. A Chrysler absorve a Simca; a Volkswagen assume o controle da Vemag e a Ford compra a Willys. Logo a Volkswagen interrompe a produção do DKW e um novo projeto para a Puma era inevitável.

Solução: surge em 1968 um novo Puma, com design mais agressivo e bonito, motor VW 1500 e chassi de Karmann Ghia. Apesar da menor distância entre eixos, as dimensões permaneceram com poucas alterações, porém, motor e câmbio traseiros modificaram o seu comportamento dinâmico, tornando muito sobresterçante.

Apesar de o motor ter maior cilindrada, quatro cilindros tipo boxer, opostos dois a dois, a potência era praticamente a mesma: 40 cv a 4.400 rpm. Mas a velocidade máxima aumentou 5 km/h, passando a atingir 150 km/h.

Em 1970, o Puma ganha as alterações introduzidas pela Volkswagen no Karmann Ghia, passando a contar com o motor de 1,6 litro, que desenvolvia 70 cv a 4.700 rpm. Apesar das melhorias, o Puma estava longe de ser um verdadeiro GT, mesmo atingindo a boa marca de 170 km/h de velocidade máxima e acelerando de 0 a 100km/h em apenas 15,1 segundos.

Sabendo desta deficiência, os fabricantes começaram a oferecer como opcional motores “envenenados” com cilindrada ampliada, que variava de 1.700cc a 2000cc. Sucesso no mercado brasileiro, com vendas aumentando a cada ano, a Puma Veículos e Motores Ltda. começa a receber os primeiros pedidos do exterior. Em 1971, chega a versão spider (conversível), denominada de Puma 1.600 GTS, enquanto a versão fechada passa a ser a 1.600 GTE.

A Puma cresce e a família também. Assim, em 1972 é apresentado o Puma GTB. Equipado com o motorzão do Opala, o 4.1 litros de 140cv a 4.000 rpm, o novo Puma atingia velocidades superiores a 180 km/h e tinha linhas bonitas e muito esportivas. Logo seria um sucesso e o carro dos sonhos dos mais abastados.

A Puma continuava sua trajetória de sucesso e entrava também na produção de caminhões. Ao longo dos anos, os modelos iam ganhando atualizações e mais adeptos. No início dos anos 90, com a abertura das importações, modelos verdadeiramente esportivos, com concepção moderna e com preços mais acessíveis chegaram ao mercado brasileiro, declarando aos poucos a morte da Puma.

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