Dicas de Seguros

O que é importante saber ao escolher a seguradora do seu automóvel

Comprar ou trocar de carro é uma das melhores sensações da vida de um motorista. Sensação é um termo bem adequado. Pergunte a um publicitário que precise criar uma campanha para uma montadora: a estratégia de venda apela às emoções do comprador. Mas esse apelo emocional não pode existir na hora de escolher um seguro. A frieza se justifica porque um seguro é um produto absolutamente utilitário. Seu propósito é compensar o cliente por um prejuízo em caso de um algum evento, apropriadamente chamado de sinistro: roubo, acidente de trânsito ou mesmo um vendaval ou uma enchente. Se nada disso ocorrer, melhor. “O seguro serve para reduzir um prejuízo, não para dar lucro ao segurado”, diz Marcelo Goldman, diretor da seguradora Tokio Marine.
Como escolher o mais adequado? Antes de mais nada, é essencial entender como ele funciona. O seguro é um contrato em que o proprietário do veículo paga uma quantia (o prêmio) à seguradora para que ela corra um risco no lugar dele. No caso de sinistro, a seguradora vai indenizar o segurado (veja na pág. ao lado o glossário com os termos mais comuns). Quanto maior o risco que o veículo ou seu motorista oferecem à seguradora, mais caro o prêmio.
Há mais um detalhe. Para se defender contra abusos, a seguradora exige que o motorista fique com uma parte do risco. Essa parte do risco é a franquia: em caso de sinistro, é um valor que o segurado tem de pagar ou que é descontado da sua indenização.
Indenização, prêmio, franquia: com esses três conceitos em mente, é muito fácil escolher o melhor seguro. Há dois grandes grupos de seguros à disposição dos motoristas brasileiros. Os mais completos são apólices sofisticadas e caras, conhecidas como Cobertura Compreensiva ou Total. Protegem o veículo do segurado contra incêndio e roubo e cobrem acidentes provocados por outros motoristas. É nessas apólices que os segurados com mais dinheiro no bolso encontram a maior variedade de serviços.
Numa tentativa de diferenciar-se, as seguradoras têm caprichado em oferecer benefícios diferenciados. Os mimos vão de serviços domésticos gratuitos como encanadores, eletricistas e técnicos de informática até um funcionário da seguradora que acompanha a segurada na hora de prestar queixa em uma delegacia – ambiente ainda pouco amigável às motoristas.
Na outra ponta, os seguros mais básicos são as apólices de Responsabilidade Civil Facultativa, ou RCF. Esse nome complicado quer dizer apenas que o segurado terá direito a receber uma indenização se ferir outra pessoa ou danificar outro veículo. É o famoso seguro contra terceiros. “É para quem quer proteção contra o pagamento de indenizações”, diz Osvaldo Nascimento, executivo responsável pelos seguros do Banco Itaú. Os seguros RCF são os que mais têm crescido no mercado, por serem mais baratos.
A explosão do financiamento criou uma situação bastante favorável para o segurado. O crescimento dos seguros não consegue acompanhar a expansão da frota. Por mês, chegam às ruas em média 260 000 novos veículos, e as estimativas são de que há de 35 milhões a 40 milhões em circulação no Brasil. Quando muito, só 20% deles têm seguro. “Muitos dos compradores do primeiro carro comprometem toda a renda na prestação”, diz Nascimento. “Por isso, não há folga para fazer o seguro.” Além de forçar as seguradoras a criar produtos mais populares, a tentativa de abocanhar fatias maiores desse mercado em crescimento levou a uma acirrada disputa comercial. “Os preços caíram de 15% a 20% em média em relação ao ano passado”, diz Paulo Umeki, diretor da Liberty. “As seguradoras estão dispostas a ganhar menos para conquistar mais espaço no mercado, e isso acaba representando uma vantagem para o segurado.”
A divisão do prêmio
 
Quem olhar atentamente a diferença entre o seguro total e um seguro RCF (Responsabilidade Civil Facultativa, o popular seguro apenas contra terceiros) vai perceber algo que parece absurdo. O RCF tem apólices mais básicas, que não cobrem o casco, não defendem o segurado contra incêndio e roubo e apenas o protegem de ter de pagar danos provocados a terceiros. Em média, o seguro RCF de um Gol 1.0 custa 447 reais. A média para um Focus 1.6 é de 444 reais. Isso mesmo, segurar um Focus que custa 49 000 reais é ligeiramente mais barato que defender um Gol que custa 33 000 reais.
Absurdo? Não, apenas uma demonstração de como os seguros funcionam. O preço de um seguro é o resultado de um cálculo estatístico. A seguradora avalia alguns fatores de risco e, a partir deles, calcula qual a probabilidade de o veículo ser roubado ou sofrer um acidente. A partir daí, ela estima quanto terá de pagar de indenização e define quanto vai cobrar do segurado.
No caso do Gol e do Focus, é fácil entender a diferença: o Gol é um veículo muito mais visado pelos ladrões. É um modelo mais barato, mais fácil de vender e o mercado para as autopeças obtidas irregularmente nos desmanches criminosos é muito maior. Por isso, seu risco para a seguradora é maior e suas apólices contra roubo são mais caras.
O tipo do modelo é o principal fator a definir o preço do seguro, sendo responsável por 60% do prêmio cobrado. Acessórios também contam: faróis especiais, sonorização poderosa e pinturas especiais podem elevar o preço, pois são mais caros para substituir em caso de acidente.
Mas ainda há três outros fatores que definem o preço do seguro. O primeiro é o perfil do segurado: seu gênero (homem ou mulher) e sua idade. Não tem jeito: homens pagam mais que mulheres, e motoristas entre 18 e 25 anos de idade terão custo maior que o dos mais velhos. “Mulheres e motoristas mais maduros são mais cuidadosos ao dirigir”, diz Carlos Alberto Trindade, vice-presidente de seguros automotivos da SulAmérica. “Eles oferecem menos risco e por isso seus seguros são mais baratos.”
Como no caso do modelo do veículo, aqui não há nada que o segurado possa fazer para reduzir o preço a pagar, exceto esperar o tempo passar. Gênero e idade respondem, em média, por cerca de 20% do prêmio total do seguro. Em casos extremos – comparando um motorista de 18 anos com uma motorista de 50 –, a diferença para uma mesma apólice pode chegar a 40%. Se o segurado tiver filhos adolescentes, que costumam ser guiados mais pela audácia da emoção que pelo bom senso da razão, ele também terá um risco maior, assim como o preço da apólice.

Manda na garagem
O fator de risco seguinte são diversos itens englobados na maneira de conduzir o veículo. O princípio aqui é mais que óbvio: carros que estão na garagem correm menos risco de roubo e acidentes que carros que estão nas ruas. Assim, quanto mais tempo o carro permanece na garagem, menos ele paga de seguro. Na prática, os segurados que têm garagem em casa e no local de trabalho e que não usam o carro para trabalhar pagam menos seguro.

O endereço também conta. As cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro são as mais inseguras para os motoristas, não apenas pelo elevado número de acidentes como pela dedicação dos ladrões.“Nessas duas cidades, o cálculo é que 2% a 3% dos veículos segurados serão roubados ou furtados”, diz Marcelo Goldman, diretor da seguradora Tokio Marine, vinculada ao banco ABN Amro. “Em cidades do interior paulista como Ribeirão Preto, por exemplo, esse percentual cai para menos de 1%.” O bairro em que o segurado mora também faz diferença. Dois irmãos gêmeos com carros absolutamente iguais serão tratados de maneira desigual. Se um deles morar na zona leste da capital paulista, vai pagar mais caro que o que ocupa um endereço na zona sul. O endereço responde por cerca de 10% da formação do preço final e não há muito que o segurado possa fazer, exceto ligar para um corretor de imóveis e trocar de casa.
Finalmente, o terceiro fator que influencia o preço é a instalação de equipamentos de segurança. Essa é a única maneira que o cliente tem de reduzir de fato o prêmio pago. Os melhores exemplos são os rastreadores, que permitem localizar o carro imediatamente em caso de furto, e as vacinas – identificação das peças do veículo, para impedir que sejam desviadas para desmanches ilegais. Esses equipamentos, algumas vezes instalados pela seguradora sem custo, podem reduzir em até 10% o valor do prêmio pago.
Texto extraído do Jornalista – Cláudio Gradinole
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  1. novembro 7, 2011 às 6:20 pm

    Eu realmente gostei dessas Dicas de Seguros, recentemente comprei meu i30 e achei um preço muito bom em uma seguradora indicada por um amigo.. mas é bom lembrar para todos que devemos pesquisar!!! umabraço!!

  2. Paty Lavrado
    abril 9, 2010 às 5:52 pm

    Tenho uma dica de seguro para as garotas http://www.portoseguro.com.br/porto-seguro/produtos/automovel.html?WT.slv=prod_automovel… eles fazem até concerto em casa se precisar.

  3. Tamara Souza
    dezembro 17, 2009 às 11:35 am

    Olá Ricardo vc poderia me dar uma dica onde eu encontro o carro
    com o Dot premiado?

  4. Ricardo Almeida
    dezembro 16, 2009 às 2:27 pm

    Ah melhor dica para o não roubo do seu carro é você ter um bom securo contra roubo para o seu carro, eu fui contemplada com o meu seguro pela Dna security eu participei de um game que eu teria q encontrar o Dot premiado nos carros e assim encontrando eu seria premiada.Pois então tirei a sorte granto eu estou muito mais feliz e tranquila agora e o melhor eu ganhei brincando .Entra no site e veja c vc tem a a mesma sorte que a minha e fique seguro pro resto da sua vida http://www.meudna.com.br/dotpremiado/

  5. agosto 10, 2009 às 8:18 pm

    Mesmo com laudo de parícia a meu favor a seguradora alega falta de documentos.Quais são os documentos que podem ser cobrados pela seguradora para garantir o recebimento da indenização ? Existe prazos ? Esse direito pode prescrever ?
    Grata

  6. rogerio
    julho 25, 2009 às 1:41 pm

    ok!

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