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Archive for the ‘Motos Ducati’ Category

Audi poderá comprar a fabricante de motos italiana Ducati em breve

A Audi anunciou esta semana que tem interesse em adquirir a fábrica italiana de motos, Ducati. De olho na tecnologia para produção de motores de alto desempenho, menores e de extrema performance. Isso ajudaria a marca e entrar de cabeça por exemplo na concorrência de veículos super esportivos.

A informação foi veiculada  pelas agências Reuters e Bloomberg.

Veja mais informações sobre a venda da Ducati para a Audi no Blog Contagiros

Confira as novidades do Salão de Motos de Milão 2011, o maior salão de motos do mundo que começou ontem dia 10 de Novembro

novembro 11, 2011 Deixe um comentário


Começou ontem, dia 10 de Novembro na famosa Milão na Itália, o EICMA , um dos mais concorridos e charmosos salões de motos do Mundo, o Salão de Milão 2011. Não só elegante e charmoso como também é considerado o mais  importante evento do mercado europeu de duas rodas.Para não dizer talvez do mundo ( será que existe algum maior?)

Abaixo um show de imagens e alguns dos principais destaques do evento. Não dá para publicar tudo num post só, mas este ficou bem recheado.

Marcas do mundo inteiro se revezam até o dia 13 de novembro em mostrar ao mundo as novidades do mercado. Como não poderia ser diferente, começamos pela marca italiana, a Piaggio, com um modelo estilo retrô, da época do pós guerra, a Vespa 46.

Ainda do grupo Piaggio, a Aprilia, mostrou o “big-scooter” SRV 850, produto que possui motor de 2 cilindros de 850 cm³ capaz de alcançar 76 cv de potência máxima. Só para se ter uma idéia um carro 1.000 no Brasil chega a ter menos potência que a moto, que numa foto quase perfeita, mostra a beleza também de quem poderia ocupar sua direção, como a modelo da foto abaixo.

A alemã,  BMW finalmente chega ao mercado de scooters e apresenta os modelos  C 600 Sport e o C 650 GT. Além dos scooters, a marca de origem alemã exibe também a série especial HP da esportiva K 1300 S, que tem detalhes feitos de fibra de carbono e ponteira de escape de titânio. O motor de quatro cilindrois em linha é o mesmo e produz 175 cv.


A Yamaha guardou para a feira três versões especiais da V-Max. Elas levam as assinaturas Ludovic Lazareth ( foto acima da Vmax) ,  Roland Sans e Marcus Walz, empresas especializadas em personalização. Um dos motores recebeu modificações e alcança 200 cv de potência.

Da austríaca KTM, um dos destaques é a Duke 690, que marca a nova geração dos motores da linha LC4, de um cilindro e quatro tempos. O da Duke 690 teve origem nos campeonatos de motocross, rali e enduro. Produz 67 cv de potência. Outro destaque da KTM em Milão é a Freeride, primeira motocicleta elétrica da marca.

Ducatti mostra asuper esportiva 1199 Panigale e 195 cv de pura potência

A ousada Ducati, chega ao evento apresentando nada menos que  três versões de sua nova superesportiva 1199 Panigale: standard, S e Tricolore. Os dois cilindros em “L” e o comando de válvulas desmodrômico foram mantidos, mas a Panigale inovou nos chassis e na eletrônica embarcada.

A nova aposta da marca de Borgo Panigale, que promete inovar em todos os quesitos segundo Claudio Domenicali, gerente geral da Ducati, deixou de lado o tradicional quadro em treliça para utilizar um chassi monocoque em alumínio. Cerca de 10 quilos mais leve que a 1198, a nova Panigale oferece 195 cv de potência máxima, além de um pacote eletrônico de fazer inveja até mesmo à BMW S 1000 RR.

Nakked Brutalle 675 da MV Agusta - um show de arrojo e performance

A clássica  MV Agusta apresentou com honras de super estrelas a esportiva F3 e a naked Brutale 675, ambas equipadas com motores de três cilindros em linha com 675 cc de capacidade cúbica. Um ainformação retirada do site infomoto diz que a marca italiana e a brasileira Dafra anunciaram que a F3 Serie Oro e a F4 RR Corsa Corta serão importadas com preços de R$ 170 mil e R$ 150 mil, respectivamente.

Com edição limitada em 200 unidades, a esportiva F3 Serie Oro está equipada com motor três cilindros de 675cc de capacidade pública, além de peças em fibra de carbono, suspensão e amortecedor de direção Öhlins, pinças dianteiras em monobloco, pedaleiras do piloto ajustáveis, banco em couro e placa de identificação em ouro, constando o número de série da motocicleta. Além disso, o novo proprietário da F3 Serie Oro recebe um kit especial, que remete aos três pistões do motor que a equipa, contendo a chave e o certificado de autenticidade.

Já a versão da supersportiva F4, a RR Corsa Corta conta com propulsor de quatro cilindros em linha, 16 válvulas e 998 cm3 de capacidade cúbica, que gera 201 cv a 13.400 rpm potência máxima de. Com esse desempenho, a F4 RR Corsa Corta é uma das poucas motocicletas do mundo a contar com um motor de mais 200 cv.

Curiosidades do Salão de Milão 2011

Uma moto inusitada foi apresentada durante o evento. Trata-se da  Xenon, desenvolvida pela empresa Evolve Electric Bikes – empresa localizada nos EUA e que preparou um modelo muito parecido com o que foi visto no filme Tron. Ela é feita com om neon azul emoldurando as “rodas”, é totalmente elétrica e custa a partir de US$ 55 mil. O grande diferencial da Xenon, além é claro, do design radical e do motor 100% elétrico, são suas rodas de 32 polegadas sem cubo e um quadro de fibra de carbono feito à mão.

A moto-conceito usa baterias de íon-lítio, que além de servir de força motriz, dão vida e cor à Xenon. O modelo da Evolve poder ser uma boa opção para quem quer divulgar um evento dirigido ao público jovem, descolado e que é viciado em filmes e games de ação e ficção científica.

A moto tem ainda moto tem motor de 40.000 watts, baterias de 96 volts, autonomia para 160 quilômetros, velocidade máxima de 160 km/h e, para carregar este brinquedão são necessárias cerca de 3,5 horas. Seria uma moto que além de todos os predicados acima certamente não passará desapercebida em qualquer local que trafegue.

Ducati Diavel 1198 começa a ser vendida no Brasil a partir de R$78 mil

Um moto Imponente. Este seria pelo menos um adjetivo simples para exemplificar o modelo de moto acima.

Apresentada no fim de 2010 no Salão de Milão, a Ducati Diavel 1198 já está à venda no Brasil. Equipada com motor Testastretta, que produz até 162 cv, a moto chega em duas versões. A de entrada tem preço sugerido de R$ 72.900 e a Carbon, com detalhes de fibra de carbono, sai por R$ 78.900.

O design combina as tendências custom e naked. Essa mistura não impede de carimbar a moto como uma superesportiva, já que está na cara que seu DNA é de velocidade, de pilotagem com o peito grudado no tanque de combustível e o joelho raspando no asfalto nas curvas mais fechadas.

Esta máquina tem três modos de pilotagem que o motociclista escolhe através do manete esquerdo. No modo Urban Riding a potência é alterada de forma instantânea e diminui para 100 CV. O controle de tração começa a fazer seu trabalho para oferecer uma dinâmica melhor para o trânsito das cidades, aproveitando o que o motor pode oferecer.

No modo Touring Riding a potência volta aos 162 CV com melhoria da tração traseira. De acordo com a Ducati, isso oferece mais conforto para viagens longas. No Sport Riding a Diavel oferece respostas mais rápidas para o acelerador.

E aí, vai encarar ?

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Mercado de motos em 2009 – retrospectiva

dezembro 31, 2009 Deixe um comentário

Moto: Liberdade, estilo de vida, aventura, lazer, trabalho... tudo isso e muito mais

O ano que está prestes a se encerrar não foi dos melhores para o mercado de duas rodas. Ao menos no número de vendas, já que a retração do setor deve ser maior que imaginava os fabricantes. Apesar disso, em 2009 houve importantes lançamentos e acontecimentos no setor. Acompanhe essa retrospectiva em duas rodas mês a mês.

Janeiro
O ano de 2009 começou marcado pela entrada em vigor da terceira fase do Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares, o popular Promot 3, que estabeleceu normas mais rigorosas quanto aos níveis de poluição emitidos por motocicletas e outros veículos de duas rodas. A nova regulamentação já estimularia o lançamento de novos modelos que atendessem à lei. Porém, na prática a teoria foi outra.
Alegando prejuízos com a crise financeira mundial, os fabricantes queriam que o Promot 3 fosse prorrogado. O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) negou, porém prorrogou as licenças que permitiam a fabricação de modelos que não atendiam à nova lei. Na prática, a liberação deu na mesma, já que as grandes marcas, exceto a Honda, continuaram a fabricar modelos mais poluentes até 31 de março.

Fevereiro
Em fevereiro, outra polêmica envolvendo o meio-ambiente e as motos. O Programa de Inspeção Veicular criado pela Prefeitura de São Paulo entrou em sua segunda fase em 2009. Com isso em fevereiro, além dos veículos a diesel e dos automóveis (fabricados a partir de 2003), todas as motocicletas licenciadas na cidade (exceto as com motores dois tempos) foram obrigadas a passar pela inspeção, que se limita apenas a verificar a emissão de poluentes. Deixando de lado importantes itens de segurança, como iluminação e freios.

Além de muitos motociclistas não fazerem a manutenção preventiva ou alterarem o sistema de exaustão, os métodos de medição da Controlar, empresa responsável pelo serviço na capital paulista, são diferentes dos métodos usados pelo Ibama para homologar os veículos. “Desconhecemos as razões para os valores estabelecidos para a inspeção em São Paulo”, afirmou à época Moacyr Alberto Paes, diretor-executivo da Abraciclo, associação dos fabricantes do setor de duas rodas.

O resultado foi que grande parte das motocicletas não foi aprovada e outra parcela não realizou a inspeção. Mais uma vez o setor de duas rodas figurou na grande imprensa como vilão do meio-ambiente.

Março
Em março, a Honda surpreendeu a todos e apresentou a CG 150 Mix, a primeira moto bicombustível do planeta. O lançamento, inclusive com repercussão mundial, aconteceu em Manaus (AM) e deixou para trás os concorrentes que alardeavam ter pronto um projeto de moto flex. Equipada com injeção eletrônica, a CG Mix pode rodar com gasolina ou álcool em qualquer proporção – apenas nos locais frios a Honda recomenda a utilização de uma quantidade de gasolina para facilitar a partida a frio.

Em pouco tempo, o modelo tornou-se sucesso nacional e superou as vendas do modelo a gasolina. Diversos testes da imprensa especializada mostravam que, em grande parte dos Estados brasileiros, o motociclista economizaria usando álcool. A montadora japonesa apresentou também a nova NXR 150 Bros, modelo de uso misto, já com a injeção eletrônica de combustível, porém a gasolina. A versão Mix da Bros só chegou ao mercado em setembro.

Abril
As vendas de motos não vinham bem desde o último trimestre de 2008 e também não começaram bem 2009: em fevereiro foram emplacadas pouco mais de 106 mil motos e o primeiro trimestre acumulou queda de 15%. Isso fez com que o governo federal reduzisse de 3% para 0% (zero) a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) válida para motocicletas de até 150 cc por seis meses. A medida surtiu efeito ao menos no preço sugerido das motocicletas, porém o acesso ao financiamento de motos continuou dificultado pelas exigências das instituições financeiras. Como resultado, este ano o setor de duas rodas deve fechar em queda de 26% em relação a 2008.

Enquanto as motos de baixa cilindrada e grande volume de vendas demonstraram queda nas vendas, os modelos maiores e mais luxuosos tinham bons resultados. Tanto que em abril, a BMW lançou toda sua nova linha de 1.300 cc: a esportiva K 1300 S, a naked K 1300 R e a sport-touring K 1300 GT. Com novos motores, mais potentes, as motos alemãs traziam também muita tecnologia embarcada como freios ABS, controle de tração e assistente eletrônico para subir as marchas sem acionar a embreagem.
Abril também marcou a chegada de mais um modelo importado pela Kawasaki Motores do Brasil: a Z 750, com quatro cilindros que entrou no concorrido segmento de nakeds de média cilindrada para brigar com a Honda CB 600F Hornet, Suzuki Bandit 650 e Yamaha FZ-6N.

Maio
A Yamaha que, erroneamente, manteve o carburador em sua linha de 125cc, acertou ao lançar a nova custom XVS 950 Midnight Star. Com a missão de ocupar o espaço deixado pela Drag Star 650, a Midnight Star trazia injeção eletrônica, design moderno e ares de lançamento mundial, já que havia sido apresentada no Salão de Colônia em outubro de 2008. Mesmo mais caro, o elogiado modelo superava a principal rival, Honda Shadow 750, em diversos quesitos.

Junho
Em junho, a fabricante líder do mercado brasileiro contra atacou em várias frentes. Entrou no segmento de scooters com um produto de grande escala e sucesso mundial: o Lead 110, com injeção eletrônica de combustível e freios combinados.

Promoveu também um dos lançamentos mais esperados de 2009: a CB 300R, substituta da CBX 250 Twister, que havia saído de linha no fim de 2008 por não atender ao Promot 3. O motor, de mesma arquitetura, teve sua capacidade aumentada e ganhou injeção eletrônica. Com desenho inspirado nas nakeds de maior cilindrada da marca, a CB 300R logo caiu na graça do público. De quebra, a montador lançou a XRE 300, com o mesmo motor, para substituir a XR 250 Tornado e NX4 Falcon. Outra inovação em termos de desenho e com o tão pedido freio a disco na traseira.

Outro fato marcante, porém mundialmente, foi a realização da TT-XGP, a primeira prova com motocicletas ecologicamente corretas do planeta. E o palco para um acontecimento tão importante não poderia ser mais adequado, a “Meca” das corridas de moto, a Ilha de Man, palco de uma das mais antigas e famosas provas do mundo. Pioneira, a TTXGP teve uma volta no circuito de 60,72 Km de extensão. Para o idealizador da competição ecológica, o empresário inglês Azhar Hussain, as motocicletas elétricas serão a porta de entrada para equipes e pilotos para a próxima geração do esporte a motor.

Julho
O mês de julho começou com o anúncio da parceria entre a brasileira Dafra e a TVS Motor Company, uma das maiores fabricantes de motocicletas da Índia. O acordo prevê a fabricação de motos TVS em Manaus (AM). Para o presidente da TVS, Hardip Singh Goindi, o Brasil é um mercado muito importante, já que é o quinto maior do mundo. “Nossa intenção é oferecer produtos de alta tecnologia e que satisfaça o motociclista brasileiro”, conta Goindi. A primeira motocicleta fruto da aliança seria uma street com apelo esportivo, a Apache RTR 150, apresentada no Salão Duas Rodas em outubro.

Outra data marcante para os amantes de motocicletas foi o aniversário de 40 anos do filme “Sem Destino”, com Peter Fonda em Dennis Hopper, que estreou em julho de 1969 nos cinemas norte-americanos. Um dos ícones da contracultura nos anos 60. O longa-metragem transformou definitivamente a motocicleta em ícone de liberdade.

Como uma forma de celebrar a efeméride, julho registrou o melhor resultado em vendas de motocicletas neste ano. Foram emplacados 143.720 veículos de duas rodas, um crescimento de quase 7% se comparado junho. Pena que o viés de crescimento não se confirmou.

Agosto
Em agosto, entrou em vigor a lei que regulamentou a profissão de motofrete e mototaxista no Brasil. Sancionada pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva, em 29 de julho, a lei impôs diversas regras ao exercício da profissão, como por exemplo, idade mínima de 21 anos completos; dois anos de Carteira Nacional de Habilitação na categoria “A”, ou seja, motocicleta, além de habilitação em curso especializado. Versa também sobre a motocicleta que deverá ser usada pelo profissional. A primeira exigência é registro na categoria “aluguel”, isto é, placa vermelha. As motos também deverão contar com alguns dispositivos de segurança, como: mata-cachorro e antenas corta-pipa, além de baú específico com faixas refletivas.

Enquanto os profissionais ganhavam reconhecimento, os motociclistas por lazer recebiam como novidade uma nova naked de média cilindrada: a BMW F 800 R. Equipada com um motor de dois cilindros em linha, a F 800 R era mais uma aposta da marca para aumentar a participação no mercado brasileiro.

Setembro
Enquanto acontecia na cidade de Chongqing, na China, a maior feira de motos daquele país, por aqui a brasileira Dafra assinava mais um acordo internacional. Dessa vez com a líder de vendas na China, a Haojue, que também fabrica as motos Suzuki no gigante asiático. O primeiro produto desta união é o scooter Smart 125. O modelo está equipado com motor monocilíndrico, OHC (comando simples no cabeçote) de 124,6 cm3, alimentado por sistema de injeção eletrônica. A Dafra também marcava sua entrada no segmento CUB e apresentou a Zig 100, com câmbio rotativo e preço atraente para brigar com a Honda Biz 125.

A Honda, por sua vez, mostrava sua preocupação com a segurança dos motociclistas e apresentou em setembro a linha de 300 cc – CB 300R e XRE 300 – equipada com freios ABS combinados. Projetados especialmente para esses modelos de baixa cilindrada, o novo sistema de freios garante frenagens mais controladas e seguras. Outra tacada da marca japonesa foi a ampliação de sua linha de motores bicombustíveis para a trail NXR 150 Bros e para a CG 150 Mix EX, top de linha da família CG.

Outubro
Outubro foi um mês de festa para o mercado de motocicletas. Entre 7 e 12 daquele mês aconteceu o maior evento do setor no Brasil e na América Latina, a 10ª edição do Salão Duas Rodas. De volta ao principal centro de exposições de São Paulo (SP), o Pavilhão do Anhembi, o salão reuniu 443 expositores e trouxe diversos lançamentos: entre eles a nova Yamaha V-Max, a Kawasaki ZX-10R, a Ducati 696, entre outros. Destaque também para a Kasinski, que tinha sido adquirida pela empresa sino-brasileira CR-Zongshen e lançou seis modelos no Salão.

Para os motociclistas diversas novidades em equipamentos, além de muita atração, como shows de wheeling e simuladores. Com o recorde de 240.000 visitantes, a Abraciclo, associação do setor, contaminada pelo otimismo, previu que as vendas de motos voltariam a subir até o final de 2009, o que, infelizmente, não aconteceu.

Enquanto no Brasil, o setor de motos festejava, nos Estados Unidos a crise financeira fazia suas vítimas. A Harley-Davidson anunciou em meados de outubro que paralisaria a produção das motos Buell. Sonho de seu criador, Erik Buell, a Harley alegou problemas financeiras e simplesmente fechou as portas da inovadora marca de motos esportivas. Recentemente, correm boatos de que Erik Buell não parou de sonhar e vai vender uma versão de pista da esportiva 1125R sob encomenda, o único modelo que não usava motor Harley e sim Rotax.

Novembro
A maior feira de motos do planeta, o Salão de Milão (ITA), que aconteceu entre 10 a 15 de novembro, foi marcado pela ausência de Honda e Yamaha. Aproveitando o vacilo das montadoras nipônicas, as marcas européias deitaram e rolaram. Destaque para a Ducati Multistrada 1200, nova big-trail italiana criada para brigar de igual para igual com a alemã BMW R 1200 GS. O penúltimo mês também registrou a estréia das motocicletas elétricas da californiana Zero no Brasil. Elogiados no exterior, os modelos da Zero inovam por ter uma bateria mais potente e com maior autonomia. Com desempenho satisfatório, poderiam ser uma alternativa limpa para o transporte diário, não fosse o preço proibitivo dos modelos importados pelo Grupo Izzo.

Enquanto, aqui no Brasil, a novidade eram motos que elétricas com alguns kilowatts de potência, em Portugal a BMW lançava para a imprensa mundial a sua nova superesportiva S 1000 RR. Equipada com um motor de quatro cilindros em linha e ainda mais potente que as japonesas, todos os jornalistas e pilotos que testaram a moto no autódromo de Portimão, no sul de Portugal, teceram diversos elogios não só ao desempenho, mas também à tecnologia do modelo.

Dezembro
Em 14 de dezembro, outra parceria da Dafra, desta vez com a alemã BMW, dava seu primeiro fruto: saía da linha de montagem da fábrica brasileira em Manaus, a primeira moto BMW montada fora da Europa. O acordo prevê que a Dafra monte, sob supervisão da BMW, no sistema CKD, o modelo G 650 GS. Porém toda a comercialização, garantia e pós-venda será feita pela marca alemã. A trail monocilíndrica vai chegar às concessionárias em fevereiro com freio ABS de série e preço de R$ 29.800.

Apesar do clima natalino no ar, os fabricantes de motocicletas não tinham muito a comemorar: anunciaram no início do mês que 2009 terminará com queda de 26% na produção. O cenário era formado por paralisação na produção e diminuição nas vendas. Oportunidade para pedir uma “mãozinha” ao governo. Na quinta-feira , 17 de dezembro, a notícia que o setor esperava: o ministro da Fazendo Guido Mantega, anunciou o retorno da isenção da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), por 90 dias, para o setor de motocicletas, a partir de janeiro de 2010.

Além disso, foram liberados R$ 3 bilhões em linhas de crédito para a compra de motocicletas. Do total investido, R$ 200 milhões são procedentes de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e R$ 2,8 bilhões serão disponibilizados pelas instituições financeiras.  “A Abraciclo acredita que esta decisão do Governo Federal junto à Caixa Econômica Federal e ao Banco do Brasil é prova de que o trabalho conjunto entre as entidades e os órgãos competentes traz bons resultados para o setor”, comemorou Paulo Shuiti Takeuchi, presidente da Abraciclo. Um verdadeiro presente de papai Noel para o mercado de duas rodas.

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Fonte:  Icarros

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Salão Duas Rodas 2009

agosto 27, 2009 2 comentários

Slão Duas Rodas

Nesse ano o salão duas rodas será realizado no salão do Anhembi – São Paulo – SP Av. Olavo Fontoura, 1.209 – Santana é a 10ª Edição do evento que é a maior feira de Motocicletas, Bicicletas, Peças, Equipamentos e Acessórios da América latina. O evento será realizado de 7 a 12 de outubro de 2009.

Os ingressos serão vendidos no pavilhão do Anhembi a R$ 25,00 por pessoa, ou na internet com desconto apartir de setembro, terão desconto de 50% caravanas cadastradas previamente no site do Salão Duas Rodas.

Fonte: http://www.salaoduasrodas.com.br/

Ducati 848, design inconfundível e preço bastante superior.

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A Ducati 848 não é apenas uma pequena 1098. É mais que isso. Apesar da menor capacidade cúbica, a representante da marca italiana na categoria supersport – das meio pesadas – é uma moto rápida, precisa nas curvas e, sobretudo, uma Ducati. Não só pelo seu desenho inconfundível, com dois faróis na dianteira e as duas ponteiras de escape saindo por baixo da rabeta. Mas também pela sua herança das pistas.

Basta montar na 848 para perceber que os recortes do tanque encaixam-se perfeitamente às pernas do piloto – talvez os mais altos sofram um pouco – como em uma verdadeira superesportiva de corrida. Apenas uma volta na pista também é suficiente para lembrar que conforto não entrou na lista de prioridades dos engenheiros que desenharam a Ducati 848. Seu banco estreito e com pouca espuma é duro, porém facilita se movimentar sobre a moto para deitar nas curvas. Mas a garupa sofre ainda mais: tem praticamente um pequeno pedaço de espuma para se acomodar.

Mas apesar disso a Ducati 848 é uma esportiva gostosa de pilotar. A começar pelo torque de sobra proporcionado pelo motor Testastretta de dois cilindros em “L” projetado especialmente para a 848. A “força” aparece já nas médias rotações e chega ao torque máximo de 9,8 kgf.m a 8.250 rpm. Só para comparar: a Honda CBR 600RR oferece apenas 6,73 kgf.m a 11.000 rpm. Na prática isso representa uma aceleração mais vigorosa nas retomadas e saídas de curva. Se exagerar na dose, a roda dianteira sai do chão com facilidade.

A potência máxima também é superior às concorrentes. O motor, alimentado por injeção eletrônica, com comando desmodrômico e refrigeração líquida atinge 134 cv a 10.000 rpm – a CBR 600RR tem 120 cv. Claro que temos de levar em consideração que o motor da 848 tem maior capacidade: 849 cm³ contra 599 cm³ da Honda. Além disso, seu comportamento também difere das japonesas de quatro cilindros em linha. E aí que está outra vantagem dessa italiana: o torque e a potência são entregues de forma mais linear e suave, sem sustos para o piloto.

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Compacta e leve

Apesar do motor maior, a Ducati 848 é apenas 13 kg mais pesada que a Honda CBR 600. Com 168 kg (a seco), a 848, entretanto, é 20 kg mais leve que sua antecessora, a 749. Tudo isso distribuído em 2.100 mm de comprimento. Um conjunto bastante compacto que faz dela uma moto ágil. Ágil para se rodar na pista ou em estradas tortuosas, mas não no meio do trânsito urbano.

Destaque também para o conjunto de suspensões da marca Showa. Garfos telescópicos invertido na dianteira com 43 mm de diâmetro e totalmente ajustável. Assim como o monoamortecedor traseiro ancorado no belo monobraço em alumínio. Contribui para essa sensação de agilidade o pneu traseiro de 180 mm de largura montado em uma roda de 17 polegadas mais estreita que sua irmã maior, a 1098 que usa pneu 190 mm.

As suspensões são bem rígidas de acordo com a proposta esportiva dessa Ducati e devem fazer o piloto sofrer no asfalto irregular, como toda moto da categoria, vale dizer. Assim como rígido é o quadro em treliça, que praticamente “conversa” com o piloto, transmitindo as reações da moto em acelerações, curvas e frenagens.

Para parar essa potente moto italiana freios da marca Brembo. Na roda dianteira, a 848 tem disco duplo de 320 mm de diâmetro com pinças de fixação radial. Não são pinças monobloco, como na 1098, porém param com eficiência o modelo. Na traseira, um disco simples com pinça de dois pistões.

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Cockpit

O painel, inspirado na Desmosedici de MotoGP pilotada por Casey Stoner, faz o motociclista se sentir um piloto de motovelocidade. Totalmente digital compõe o cockpit dessa esportiva meio pesada. Além das informações básicas, como velocidade e conta-giros, traz um pequeno computador de bordo que informa consumo, temperatura do óleo e do ar e um cronômetro, acionado por um botão no punho esquerdo. Reforçando sua ascendência esportiva.

Essa superesportiva é praticamente uma moto de pista homologada para rodar nas ruas. Afinal tem farol, lanterna, piscas e belos (mas ineficientes) retrovisores. Com o nome Ducati e um design inconfundível, cobra um preço alto por tudo isso. Cotada a R$ 71.900 tem preço bastante superior aos modelos da mesma categoria. A Triumph Daytona 675, também importada pelo Grupo Izzo assim como a Ducati, custa R$ 41.900 (apesar de se tratar do modelo 2008). A Honda CBR 600RR, modelo 2008, tem preço de US$ 25.000, cerca de R$ 48.000.

FICHA TÉCNICA
Motor: 4 tempos, dois cilindros em “L” a 90°, 4 válvulas, comando
desmodrômico, refrigeração líquida
Capacidade: 849 cm³
Diâmetro x curso: 94 mm x 61,2 mm
Taxa de compressão: 12,0:1
Potência máxima: 134 cv a 10.000 rpm
Torque máximo: 9,8 kgf.m a 8.250 rpm
Câmbio: 6 marchas
Transmissão final: por corrente
Alimentação: Injeção eletrônica Magnetti Marelli
Comprimento total: 2100 mm
Largura total: não informada
Altura: não informada
Distância entre eixos: 1.430 mm
Altura do assento: 830 mm
Peso a seco: 168 kg
Suspensão dianteira: Garfo Telescópico invertido (upside-down) – Showa totalmente ajustável
Suspensão traseira: Monobraço em alumínio com um único conjunto mola-amortecedor – Showa totalmente ajustável
Freio dianteiro: Disco duplo flutuante de 320 mm de diâmetro, com pinças de quatro pistões Brembo fixadas radialmente
Freio traseiro: Disco simples de 245 mm de diâmetro com pinça Brembo de dois pistões
Pneu dianteiro: 120/70-ZR17
Pneu traseiro: 180/55-ZR17
Tanque de combustível: 15,5 litros
Cores: Vermelha e Branca perolizada
Preço: R$ 71.900

Fotos: Caio Mattos


Fonte: Agência Infomoto

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