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Novidades do 11º Salão Duas Rodas incluem BMW de 1200 cc e até Motocars para transporte de passageiros e entregas

setembro 30, 2011 Deixe um comentário

Começa na próxima semana, na terça o 11º Salão Duas Rodas, no pavilhão de exposições do Anhembi. O  evento é o maior do País no segmento de motos e deve ter 250 visitantes. Se o clima ajudar, é possível que supere essa expectativa, já que haverá várias atrações na área externa.

A edição anterior, de 2009, atraiu 246.306 pessoas.

Estarão lá este ano 445 expositores. O evento não é apenas uma vitrine para motos, já que reúne fabricantes e importadores de tudo o que se relaciona ao setor, como capacetes, roupas, bauletos, acessórios e motopeças. Uma área de 2% a 5% do evento abrigará bicicletas e itens desse segmento.

A Agressiva R 1200 R da BMW no estilo naked que mostra o puro veneno das altas cilindradas

No caso das motos BMW, o destaque vai ficar para o modelo R 1200 R Classic. Com estilo naked, quer dizer, nua, sem carenagem, ela é equipada com o tradicional motor boxer da marca, com 110 cv de potência. A moto tem como item opcional suspensões com ajuste eletrônico, que garantem conforto de rodagem, especialmente em estrada.

Seu preço sugerido deve ficar entre R$ 55 mil e R$ 60 mil. A marca dá pistas de que haverá outras novidades além dessa. Também é provável que a BMW anuncie a montagem local de mais modelos. Atualmente, três motos são nacionalizadas na fábrica da Dafra, em Manaus: a G 650 GS, a F 800 R e a F 800 GS.

Dafra mostra a Apache RTR 150 (Racing Throttle Response)

Dos pavilhões estrangeiros se destacam os da China e Taiwan, Espanha, Paquistão e Índia. Entre os expositores indianos estarão os representantes da Hero Motocorp, que traz sete modelos de moto em busca de representantes. A Hero certamente vem atraída pelo sucesso que a moto Apache 150 ( foto logo acima) vem fazendo aqui no Brasil. O modelo é montado aqui com peças da indiana TVS e é hoje a moto mais vendida pela Dafra.

Além do festival de motos de alta cilindrada e sofisticada, podemos destacar também os triciclos Motocar, semelhantes aos tuk-tuks indianos. O modelo de passageiros, MTX 150, (foto logo abaixo) o mais acessível, R$ 8.950. A versão de carga tem opção de caçamba aberta (MTA 150, acima) ou fechada, com baú de poliuretano (MTF 150). Para estas, o preço sugerido é de R$ 11,5 mil.

A fábrica dos triciclos está instalada em Manaus e tem atualmente oito pontos de venda, seis no Amazonas e dois no Pará. A vinda ao Anhembi abre perspectivas: “A intenção é que sejam 70 revendas até julho do ano que vem”, afirma o diretor industrial da empresa, Júlio de Almeida. “A margem bruta do revendedor oscila entre 18% e 20%”, estima o empresário, que iniciou a produção dos triciclos em abril.

“Fazemos de 10 a 12 unidades por dia, metade para passageiros e metade para carga. A capacidade instalada é de 30 veículos por dia.” Segundo Almeida, a aceitação do modelo para passageiros está acima do esperado: “O uso mais frequente é no mototáxi, embora haja municípios que não permitam a utilização para esse fim”, diz o executivo.

O modelo carrega dois passageiros, além do condutor, o que dá uma boa vantagem sobre as motocicletas. “Atendemos a resolução 129 do Contran. O veículo tem freio de estacionamento, pisca-alerta, limpador de para-brisa e luz de ré”, ressalta Almeida.

A versão para carga transporta até 350 quilos ou 2.200 litros. Todos os modelos utilizam um motor semelhante àquele adotado na Honda CG 125 de 1977 até 2008 (com comando de válvulas no bloco e varetas), mas com a cilindrada aumentada para 150 cc. “Ele é montado por nós a partir de componentes nacionais e importados do Japão e da Ásia”, afirma. Os chassis também são montados em Manaus.

A versão de passageiros usa componentes trazidos… do Peru, quem diria! O escudo e parte da cabine são de metal. As laterais e o teto usam lona plástica, como as capotas de buggies, jipes e charretes. A versão de carga tem o escudo frontal importado da Ásia. A caçamba aberta é nacional e o baú fechado vem desmontado da Ásia.

Segundo o fabricante, a velocidade máxima é de 65 km/h. O tanque de gasolina comporta 13 litros. A Motocar informa consumo um tanto otimista, em média de 30 km/l (tem moto de 150 cc que não alcança essa marca levando apenas o piloto). Os Motocars exigem carteira de habilitação na categoria A, a mesma das motos. E, como estas, atende ao Promot 3, o programa que regula as emissões de veículos de duas rodas.
Fonte: Automotive Business

Na semana do dia do motociclista veja os números do mercado de motos no Brasil

Ontem, dia 27 de Julho  foi comemorado no Brasil o Dia do Motociclista. Damos os parabéns a todos que exercem a paixão por motos ou mesmo dependem dela para o dia, como é o caso dos profissionais de transporte, os nossos imprescindíveis “MOTOBOYS”.

A verdade é que sem eles com certeza a sua pizza, o seu contrato, um documento importante que atravessa cidades, nunca chegaria a tempo. Saudamos também aqueles que por paixão e lazer pegam as estradas em motos exclusivas, ornamentadas ou mesmo simplificadas tomam as estradas aos finais de semana, enfeitando suas curvas. E o e-commerce então, o que seriam das entregas de vídeo games, notebooks e aquele perfume comprado para a namorado sem o motociclista.

Motos grandes devem ter vendas recordes

Mas na prática a comemoração mais efusiva mesma ocorre com as fábricas e importadores de motos de um porte maior ou grandes. Pesquisa levantada pelo site Automotive Business descobriu dados relevantes sobre o segmento de alta cilindrada, a ser divulgados pela Abraciclo, entidade que reúne fabricantes de motos.

Entre 2006 e 2010, as motos com cilindrada entre 601 e 950 cc passaram de 6.995 unidades para 15.068, alta de 115,4%.

Neste mesmo período, o segmento de maior volume, entre 101 e 150 cc, passou de 1.074.892 para 1.504.436, alta de 39,9%. Os revendedores BMW por exemplo andam rindo sozinhos. As vendas de suas motos saltaram de 505 unidades em 2006 para 3.507 em 2010, alta de 594,4%.

Nosso mercado é mesmo importante para a marca alemã, já o Brasil é o único país fora da Europa a ter uma linha de produção de motocicletas BMW. Desde 2009, a G 650 GS é montada em Manaus e outros dois modelos além deste entraram em linha por lá, a F 800 R e a F 800 GS (foto). A operação é feita dentro da fábrica da Dafra.

Por causa desses dois modelos recém-nacionalizados, a Caltabiano, quinta maior revenda de motos BMW no mundo, acredita que as vendas cresçam acima de 30% nos próximos meses. “Com a montagem da F 800 R e da F 800 GS e a redução de cerca de 30% do valor das motos, a previsão é de um fim de 2011 bem positivo.”

Moto BMW F800 R de 87 cavalos começa a ser vendida no Brasil

Após um longo período de espera por mais modelos de motos BMW montada no Brasil, a Fabricante  BMW Motorrad Brasil passa a comercializar neste mês a F 800 R, segunda motocicleta da marca alemã montada em Manaus (AM) em parceria com a Dafra Motors. Equipada com motor de dois cilindros e impresionantes  87 cavalos de potência e 8,76 mkgf de torque a, ela custa R$ 36,9 mil.

Com forte apelo esportivo, a F 800 R adota visual ‘naked’ inspirado na BMW K 1300 R. Disponível no pacote Premium, o modelo entrega freios com ABS, computador de bordo, piscas de LED, para-brisa esportivo na cor da moto e tomada 12V. Branco, cinza granito metálico e amarelo são as cores comercializadas.

Antes da F 800 R, a BMW Motorrad já montava em Manaus a G 650 GS, que no primeiro trimestre deste ano teve 300 unidades emplacadas.

Ela  respondeu até Novembro do ano passado por 1.174 unidades comercializadas em  20 pontos de vendas, oito a mais que no ano passado. O resultado ajudou a alçar o Brasil entre os mercados mais importantes para a divisão duas rodas da BMW e de acordo com os fatos, nosso país oferece grande perspectiva de crescimento nas vendas, pelo menos é o que se espera….

Pergunta: Que tal dar um passeio e sentir o que seria possível fazer com a F800 R ? Veja abaixo o Vídeo…

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BMW G 650 GS – primeira moto da BMW a ser produzida no Brasil pretende vender mil unidades em 2010

A BMW no ano passado bateu recorde de vendas no Brasil e acredita que a tendência é manter o ritmo. Pegando carona no crescimento do mercado de motos, a marca aposta no lançamento de alguns modelos adequados à realidade nacional.

Esse vêm sendo o caso da BMW G 650 GS, primeira motocicleta 100% montada fora da Europa, a BMW G 650 GS é resultado de uma parceria com a Dafra que reduziu o preço final em 30%, na casa de R$ 29.800. O novo modelo, para asfalto e terra, vem equipado com motor monocilíndrico de 652 cm³. Com altura de assento baixo, permite manuseio fácil e ágil.

A empresa projetou a venda de mil unidades em 2010, mas chegou a 615 unidades no primeiro semestre, com demanda intensa e fila de espera. O resultado deve levar a uma expansão na linha de montagem em Manaus e ao lançamento de modelos como a F 800 R.

Falando um pouco mais sobre seu motor, ele tem como principal característica o bom torque em baixa rotação, grande economia de gasolina, chegando a impressionantes 24 km/litro, mas tem um funcionamento bastante ruidoso com vibração excessiva, denunciando a antiguidade do seu projeto.

Na Alemanha esse modelo é considerado como de entrada da marca, ou seja, o mais barato e acessível, especialmente indicado para iniciantes e mulheres. Por isso a posição de pilotagem é estranha, com o piloto afundado no banco de dois níveis e a apenas 79 cm do solo. Os baixinhos agradecem!

Já o guidão é exageradamente largo, com avantajados pesos nas extremidades. Pode ser bom para o fora-de-estrada, mas na cidade atrapalha bastante na hora de zanzar entre os carros.

O painel de instrumentos ainda permanece um pouco antiquado que fica devendo um marcador de gasolina, adotando a luz de advertência de reserva. Com um tanque de 17,3 litros (4 de reserva) a autonomia média é de 360 quilômetros. Um painel mais moderno e com marcador digital de marcha seria bem vindo.

Não há qualquer motivo para subestimar a qualidade desse produto apenas pelo fato de ser montado no Brasil pela Dafra. Porque o controle de qualidade é todo exercido por técnicos treinados na matriz em Munique. Mesmo assim nota-se algum descuido no acabamento do chicote elétrico, por exemplo.

Mercado:

A briga no mercado neste caso ficou bem aquecida e interessante, porque na faixa de preço da BMW G 650 GS (R$ 29.800 em São Paulo) podem-se encontrar boas opções como a já citada Yamaha XT 660 de um cilindro (R$ 27.000), a Kawasaki ER-6 de dois cilindros (R$ 25.500) ou a nova Yamaha XJ6 de quatro cilindros (R$ 27.500). Escolha a sua…e dirija com moderação.

Ficha Técnica:

  • PREÇO: R$ 29.800
  • ORIGEM: Brasil
  • MOTOR: monocilindro, 4T, duplo comando, 652cc, alimentado por injeção eletrônica, arrefecido a líquido. Potência máxima de 50 cv (a 6.500 rpm) e torque de 6,1 kgfm (a 4.800rpm)
  • TRANSMISSÃO: Câmbio de cinco marchas. Secundária por corrente
  • SUSPENSÃO: Dianteira com garfos telescópicos e traseira monoamortecida
  • FREIOS: Dianteiro a disco e traseiro a disco, com ABS
  • PNEUS: Dianteiro 110/90-19 e traseiro 130/80-17
  • DIMENSÕES: 2.185 mm de comprimento, 905 mm de largura, 1.160 mm de altura e 1.520 mm de entre-eixos
  • PESO: 175 kg
  • TANQUE: 17,4 litros

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Moto da BMW, a S 1000 RR já está disponível para venda no Brasil


Já está disponível para venda no Brasil a motocicleta S 1000 RR da BMW. A moto, de motor de quatro cilindros, 100 cc e 193 cavalos de potência é avaliada em R$ 74.950 – na Europa o preço é de 16 mil euros, pra variar ….

Pesando 204 quilos, ela ainda vem equipada com câmbio de seis marchas, freios ABS (na motocicleta em questão existe o opcional Race ABS, que traz segurança adicional comparada com os ABS normais), controle de tração, tanque de combustível de 17,5 litros e suspensões de múltiplas regulagens.

De acordo com a fabricante, a S 1000 RR vai de 0 a 100 km/h em apenas 2,9 segundos e tem a velocidade máxima próxima de 300 km/h.

Todos esses detalhes tornaram o modelo conhecido por ser a mais potente motocicleta da empresa alemã.

Lembram do vídeo mostrando a potência da bichinha….

Um filme promocional no canal da BMW no Youtube brinca com um dos truques mais antigos para divertir os amigos: puxar a toalha sem derrubar os talheres.

Só que o filme leva a brincadeira ao extremo para provar que a moto é mesmo rápida.

vejam novamente abaixo e um promocional sobre a impressionante potência que ela tem.

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Vídeo da nova moto BMW S1000 RR brinca com truque da mesa de jantar

Um filme promocional no canal da BMW no Youtube brinca com um dos truques mais antigos para divertir os amigos: puxar a toalha sem derrubar os talheres.

Só que o filme leva a brincadeira ao extremo para provar que a moto é mesmo rápida.

Capaz de acelerar de 0 a 100 kilômetros por hora em 2,9 segundos, a BMW S1000 RR é um torpedo para poucos.

Você encararia esta mesa de jantar?

Mercado de motos em 2009 – retrospectiva

dezembro 31, 2009 Deixe um comentário

Moto: Liberdade, estilo de vida, aventura, lazer, trabalho... tudo isso e muito mais

O ano que está prestes a se encerrar não foi dos melhores para o mercado de duas rodas. Ao menos no número de vendas, já que a retração do setor deve ser maior que imaginava os fabricantes. Apesar disso, em 2009 houve importantes lançamentos e acontecimentos no setor. Acompanhe essa retrospectiva em duas rodas mês a mês.

Janeiro
O ano de 2009 começou marcado pela entrada em vigor da terceira fase do Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares, o popular Promot 3, que estabeleceu normas mais rigorosas quanto aos níveis de poluição emitidos por motocicletas e outros veículos de duas rodas. A nova regulamentação já estimularia o lançamento de novos modelos que atendessem à lei. Porém, na prática a teoria foi outra.
Alegando prejuízos com a crise financeira mundial, os fabricantes queriam que o Promot 3 fosse prorrogado. O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) negou, porém prorrogou as licenças que permitiam a fabricação de modelos que não atendiam à nova lei. Na prática, a liberação deu na mesma, já que as grandes marcas, exceto a Honda, continuaram a fabricar modelos mais poluentes até 31 de março.

Fevereiro
Em fevereiro, outra polêmica envolvendo o meio-ambiente e as motos. O Programa de Inspeção Veicular criado pela Prefeitura de São Paulo entrou em sua segunda fase em 2009. Com isso em fevereiro, além dos veículos a diesel e dos automóveis (fabricados a partir de 2003), todas as motocicletas licenciadas na cidade (exceto as com motores dois tempos) foram obrigadas a passar pela inspeção, que se limita apenas a verificar a emissão de poluentes. Deixando de lado importantes itens de segurança, como iluminação e freios.

Além de muitos motociclistas não fazerem a manutenção preventiva ou alterarem o sistema de exaustão, os métodos de medição da Controlar, empresa responsável pelo serviço na capital paulista, são diferentes dos métodos usados pelo Ibama para homologar os veículos. “Desconhecemos as razões para os valores estabelecidos para a inspeção em São Paulo”, afirmou à época Moacyr Alberto Paes, diretor-executivo da Abraciclo, associação dos fabricantes do setor de duas rodas.

O resultado foi que grande parte das motocicletas não foi aprovada e outra parcela não realizou a inspeção. Mais uma vez o setor de duas rodas figurou na grande imprensa como vilão do meio-ambiente.

Março
Em março, a Honda surpreendeu a todos e apresentou a CG 150 Mix, a primeira moto bicombustível do planeta. O lançamento, inclusive com repercussão mundial, aconteceu em Manaus (AM) e deixou para trás os concorrentes que alardeavam ter pronto um projeto de moto flex. Equipada com injeção eletrônica, a CG Mix pode rodar com gasolina ou álcool em qualquer proporção – apenas nos locais frios a Honda recomenda a utilização de uma quantidade de gasolina para facilitar a partida a frio.

Em pouco tempo, o modelo tornou-se sucesso nacional e superou as vendas do modelo a gasolina. Diversos testes da imprensa especializada mostravam que, em grande parte dos Estados brasileiros, o motociclista economizaria usando álcool. A montadora japonesa apresentou também a nova NXR 150 Bros, modelo de uso misto, já com a injeção eletrônica de combustível, porém a gasolina. A versão Mix da Bros só chegou ao mercado em setembro.

Abril
As vendas de motos não vinham bem desde o último trimestre de 2008 e também não começaram bem 2009: em fevereiro foram emplacadas pouco mais de 106 mil motos e o primeiro trimestre acumulou queda de 15%. Isso fez com que o governo federal reduzisse de 3% para 0% (zero) a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) válida para motocicletas de até 150 cc por seis meses. A medida surtiu efeito ao menos no preço sugerido das motocicletas, porém o acesso ao financiamento de motos continuou dificultado pelas exigências das instituições financeiras. Como resultado, este ano o setor de duas rodas deve fechar em queda de 26% em relação a 2008.

Enquanto as motos de baixa cilindrada e grande volume de vendas demonstraram queda nas vendas, os modelos maiores e mais luxuosos tinham bons resultados. Tanto que em abril, a BMW lançou toda sua nova linha de 1.300 cc: a esportiva K 1300 S, a naked K 1300 R e a sport-touring K 1300 GT. Com novos motores, mais potentes, as motos alemãs traziam também muita tecnologia embarcada como freios ABS, controle de tração e assistente eletrônico para subir as marchas sem acionar a embreagem.
Abril também marcou a chegada de mais um modelo importado pela Kawasaki Motores do Brasil: a Z 750, com quatro cilindros que entrou no concorrido segmento de nakeds de média cilindrada para brigar com a Honda CB 600F Hornet, Suzuki Bandit 650 e Yamaha FZ-6N.

Maio
A Yamaha que, erroneamente, manteve o carburador em sua linha de 125cc, acertou ao lançar a nova custom XVS 950 Midnight Star. Com a missão de ocupar o espaço deixado pela Drag Star 650, a Midnight Star trazia injeção eletrônica, design moderno e ares de lançamento mundial, já que havia sido apresentada no Salão de Colônia em outubro de 2008. Mesmo mais caro, o elogiado modelo superava a principal rival, Honda Shadow 750, em diversos quesitos.

Junho
Em junho, a fabricante líder do mercado brasileiro contra atacou em várias frentes. Entrou no segmento de scooters com um produto de grande escala e sucesso mundial: o Lead 110, com injeção eletrônica de combustível e freios combinados.

Promoveu também um dos lançamentos mais esperados de 2009: a CB 300R, substituta da CBX 250 Twister, que havia saído de linha no fim de 2008 por não atender ao Promot 3. O motor, de mesma arquitetura, teve sua capacidade aumentada e ganhou injeção eletrônica. Com desenho inspirado nas nakeds de maior cilindrada da marca, a CB 300R logo caiu na graça do público. De quebra, a montador lançou a XRE 300, com o mesmo motor, para substituir a XR 250 Tornado e NX4 Falcon. Outra inovação em termos de desenho e com o tão pedido freio a disco na traseira.

Outro fato marcante, porém mundialmente, foi a realização da TT-XGP, a primeira prova com motocicletas ecologicamente corretas do planeta. E o palco para um acontecimento tão importante não poderia ser mais adequado, a “Meca” das corridas de moto, a Ilha de Man, palco de uma das mais antigas e famosas provas do mundo. Pioneira, a TTXGP teve uma volta no circuito de 60,72 Km de extensão. Para o idealizador da competição ecológica, o empresário inglês Azhar Hussain, as motocicletas elétricas serão a porta de entrada para equipes e pilotos para a próxima geração do esporte a motor.

Julho
O mês de julho começou com o anúncio da parceria entre a brasileira Dafra e a TVS Motor Company, uma das maiores fabricantes de motocicletas da Índia. O acordo prevê a fabricação de motos TVS em Manaus (AM). Para o presidente da TVS, Hardip Singh Goindi, o Brasil é um mercado muito importante, já que é o quinto maior do mundo. “Nossa intenção é oferecer produtos de alta tecnologia e que satisfaça o motociclista brasileiro”, conta Goindi. A primeira motocicleta fruto da aliança seria uma street com apelo esportivo, a Apache RTR 150, apresentada no Salão Duas Rodas em outubro.

Outra data marcante para os amantes de motocicletas foi o aniversário de 40 anos do filme “Sem Destino”, com Peter Fonda em Dennis Hopper, que estreou em julho de 1969 nos cinemas norte-americanos. Um dos ícones da contracultura nos anos 60. O longa-metragem transformou definitivamente a motocicleta em ícone de liberdade.

Como uma forma de celebrar a efeméride, julho registrou o melhor resultado em vendas de motocicletas neste ano. Foram emplacados 143.720 veículos de duas rodas, um crescimento de quase 7% se comparado junho. Pena que o viés de crescimento não se confirmou.

Agosto
Em agosto, entrou em vigor a lei que regulamentou a profissão de motofrete e mototaxista no Brasil. Sancionada pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva, em 29 de julho, a lei impôs diversas regras ao exercício da profissão, como por exemplo, idade mínima de 21 anos completos; dois anos de Carteira Nacional de Habilitação na categoria “A”, ou seja, motocicleta, além de habilitação em curso especializado. Versa também sobre a motocicleta que deverá ser usada pelo profissional. A primeira exigência é registro na categoria “aluguel”, isto é, placa vermelha. As motos também deverão contar com alguns dispositivos de segurança, como: mata-cachorro e antenas corta-pipa, além de baú específico com faixas refletivas.

Enquanto os profissionais ganhavam reconhecimento, os motociclistas por lazer recebiam como novidade uma nova naked de média cilindrada: a BMW F 800 R. Equipada com um motor de dois cilindros em linha, a F 800 R era mais uma aposta da marca para aumentar a participação no mercado brasileiro.

Setembro
Enquanto acontecia na cidade de Chongqing, na China, a maior feira de motos daquele país, por aqui a brasileira Dafra assinava mais um acordo internacional. Dessa vez com a líder de vendas na China, a Haojue, que também fabrica as motos Suzuki no gigante asiático. O primeiro produto desta união é o scooter Smart 125. O modelo está equipado com motor monocilíndrico, OHC (comando simples no cabeçote) de 124,6 cm3, alimentado por sistema de injeção eletrônica. A Dafra também marcava sua entrada no segmento CUB e apresentou a Zig 100, com câmbio rotativo e preço atraente para brigar com a Honda Biz 125.

A Honda, por sua vez, mostrava sua preocupação com a segurança dos motociclistas e apresentou em setembro a linha de 300 cc – CB 300R e XRE 300 – equipada com freios ABS combinados. Projetados especialmente para esses modelos de baixa cilindrada, o novo sistema de freios garante frenagens mais controladas e seguras. Outra tacada da marca japonesa foi a ampliação de sua linha de motores bicombustíveis para a trail NXR 150 Bros e para a CG 150 Mix EX, top de linha da família CG.

Outubro
Outubro foi um mês de festa para o mercado de motocicletas. Entre 7 e 12 daquele mês aconteceu o maior evento do setor no Brasil e na América Latina, a 10ª edição do Salão Duas Rodas. De volta ao principal centro de exposições de São Paulo (SP), o Pavilhão do Anhembi, o salão reuniu 443 expositores e trouxe diversos lançamentos: entre eles a nova Yamaha V-Max, a Kawasaki ZX-10R, a Ducati 696, entre outros. Destaque também para a Kasinski, que tinha sido adquirida pela empresa sino-brasileira CR-Zongshen e lançou seis modelos no Salão.

Para os motociclistas diversas novidades em equipamentos, além de muita atração, como shows de wheeling e simuladores. Com o recorde de 240.000 visitantes, a Abraciclo, associação do setor, contaminada pelo otimismo, previu que as vendas de motos voltariam a subir até o final de 2009, o que, infelizmente, não aconteceu.

Enquanto no Brasil, o setor de motos festejava, nos Estados Unidos a crise financeira fazia suas vítimas. A Harley-Davidson anunciou em meados de outubro que paralisaria a produção das motos Buell. Sonho de seu criador, Erik Buell, a Harley alegou problemas financeiras e simplesmente fechou as portas da inovadora marca de motos esportivas. Recentemente, correm boatos de que Erik Buell não parou de sonhar e vai vender uma versão de pista da esportiva 1125R sob encomenda, o único modelo que não usava motor Harley e sim Rotax.

Novembro
A maior feira de motos do planeta, o Salão de Milão (ITA), que aconteceu entre 10 a 15 de novembro, foi marcado pela ausência de Honda e Yamaha. Aproveitando o vacilo das montadoras nipônicas, as marcas européias deitaram e rolaram. Destaque para a Ducati Multistrada 1200, nova big-trail italiana criada para brigar de igual para igual com a alemã BMW R 1200 GS. O penúltimo mês também registrou a estréia das motocicletas elétricas da californiana Zero no Brasil. Elogiados no exterior, os modelos da Zero inovam por ter uma bateria mais potente e com maior autonomia. Com desempenho satisfatório, poderiam ser uma alternativa limpa para o transporte diário, não fosse o preço proibitivo dos modelos importados pelo Grupo Izzo.

Enquanto, aqui no Brasil, a novidade eram motos que elétricas com alguns kilowatts de potência, em Portugal a BMW lançava para a imprensa mundial a sua nova superesportiva S 1000 RR. Equipada com um motor de quatro cilindros em linha e ainda mais potente que as japonesas, todos os jornalistas e pilotos que testaram a moto no autódromo de Portimão, no sul de Portugal, teceram diversos elogios não só ao desempenho, mas também à tecnologia do modelo.

Dezembro
Em 14 de dezembro, outra parceria da Dafra, desta vez com a alemã BMW, dava seu primeiro fruto: saía da linha de montagem da fábrica brasileira em Manaus, a primeira moto BMW montada fora da Europa. O acordo prevê que a Dafra monte, sob supervisão da BMW, no sistema CKD, o modelo G 650 GS. Porém toda a comercialização, garantia e pós-venda será feita pela marca alemã. A trail monocilíndrica vai chegar às concessionárias em fevereiro com freio ABS de série e preço de R$ 29.800.

Apesar do clima natalino no ar, os fabricantes de motocicletas não tinham muito a comemorar: anunciaram no início do mês que 2009 terminará com queda de 26% na produção. O cenário era formado por paralisação na produção e diminuição nas vendas. Oportunidade para pedir uma “mãozinha” ao governo. Na quinta-feira , 17 de dezembro, a notícia que o setor esperava: o ministro da Fazendo Guido Mantega, anunciou o retorno da isenção da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), por 90 dias, para o setor de motocicletas, a partir de janeiro de 2010.

Além disso, foram liberados R$ 3 bilhões em linhas de crédito para a compra de motocicletas. Do total investido, R$ 200 milhões são procedentes de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e R$ 2,8 bilhões serão disponibilizados pelas instituições financeiras.  “A Abraciclo acredita que esta decisão do Governo Federal junto à Caixa Econômica Federal e ao Banco do Brasil é prova de que o trabalho conjunto entre as entidades e os órgãos competentes traz bons resultados para o setor”, comemorou Paulo Shuiti Takeuchi, presidente da Abraciclo. Um verdadeiro presente de papai Noel para o mercado de duas rodas.

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Fonte:  Icarros

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