Dafra começa a montar a MV Agusta e comemora resultado de 250 mil motos produzidas

Parece que os dias de descrédito podem ter acabado na Dafra. A marca superou a casa das 250 mil motos produzidas em Manaus. A empresa chegou ao seu primeiro quarto de milhão de unidades em pouco mais de três anos e meio. Como comparação, a Yamaha, primeira a montar motocicletas por aqui (em 1974), não alcançou o mesmo feito em seus primeiros dez anos no Brasil.

Em vez de celebrar números, o que a Dafra comemora mesmo é o início da produção amazonense (ainda em fase experimental) das motocicletas MV Agusta Brutale e o modelo F4 ( foto abaixo). Os modelos passam pelo que a indústria chama de try-out, ou seja, a montagem de unidades seguindo os processos de fabricação já implantados na linha, mas num ritmo ainda diferente da produção seriada. Essas motos ainda terão etapas a cumprir, como testes de rodagem em cidade e estrada, por exemplo.

As motos serão apresentadas no evento mais importante do setor, o Salão Duas Rodas 2011, que ocorre entre os dias 4 e 9 de outubro no Anhembi. As linhas de montagem estarão azeitadas e funcionando em novembro para que as motos cheguem às revendas no mês seguinte. A empresa não divulga quantos pontos de venda haverá em dezembro. É provável que sejam pelo menos três, dois em São Paulo e o outro no Rio de Janeiro ou Minas Gerais.

Como se trata de motos de alto desempenho e exclusivas, passarão da barreira dos R$ 50 mil. Em junho, quando a Dafra anunciou a parceria, o vice-presidente da MV Agusta, Massimo Bordi, afirmou que o Brasil poderá responder por 20% das vendas da italiana. Trinta dias depois, a empresa anunciou também sua entrada no maior mercado mundial de motocicletas, a China. A fabricante de veículos Lifan será a responsável pela distribuição dos modelos.

A Dafra e seu momento atual

Entre janeiro de 2008 e agosto de 2011 a Dafra montou 254.379 motos. A empresa faz parte do grupo Itavema. Na metade da década passada, a companhia viu em sua rede de concessionárias o potencial de mercado que as motocicletas tinham e também a possibilidade de lucrar montando em Manaus motos chinesas com baixo índice de nacionalização, modelo de negócios que a Sundown havia adotado com relativo sucesso.

Uma equipe do grupo foi à China e escolheu relativamente bem os primeiros modelos a ser montados no Brasil, todos de baixa cilindrada (entre 100 cc e 150 cc). Em seu primeiro ano, 2008, justamente o melhor ano para o setor de duas rodas, a Dafra produziu 119.377 unidades. No ano seguinte, a crise e a consequente dificuldade de aprovação de crediário para os motociclistas fez um estrago no setor e a produção da Dafra caiu para 59.500 unidades.

Naquele ano, porém, a Dafra já mexeu no mix de produtos (trouxe um novo scooter) e fechou parceria com a BMW para fazer algo que a marca alemã nunca tinha permitido antes: a montagem de uma de suas motocicletas fora da Europa. As boas vendas resultaram na nacionalização de mais dois modelos BMW, a F 800 GS e a F 800 R. O sucesso dessas brasileiras com sotaque alemão e o mercado promissor para motos de alta cilindrada no País pesaram na decisão da MV Agusta pela parceria.

A Dafra, contudo, não terá vida fácil pela frente. Embora já supere a Suzuki em participação de mercado e esteja hoje na terceira posição, a empresa é seguida de perto pela Kasinski, cuja produção neste ano está maior que a da Dafra.

Veja abaixo um vídeo da MV Agusta Brutale 910 em ação

 

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