Honda Motos contra ataca as Chinesas em 2011

A Honda Motos parece que sentiu a porrrada das marcas chinesas e resolveu abrir fogo na batalha anunciada das montadoras de motos. Depois de perder pontos preciosos no mercado agora a marca aposta em lançamentos de novos produtos e ações agressivas em veículos de massa. Pra variar esqueceram dos blogs, mas enfim…

Com novos produtos, dois deles lançados hoje  quinta-feira, 24, e uma estratégia mais agressiva em marketing, que inclui o patrocínio do Big Brother Brasil e inserções nos intervalos das transmissões de partidas de futebol, a Honda Motos da Amazônia ela quer recuperar a histórica participação em vendas de motocicletas no País, na casa dos 80%. A marca já dominou 86% do mercado, mas em 2008 despencou para 70%, voltando a se recuperar a partir do ano seguinte.

Mesmo no período de baixa, manteve planos de expansão e de introdução de novas tecnologias, como motores flex, airbag, freio ABS e, agora, terá um modelo com câmbio acionado eletronicamente. Este ano, a Honda vai investir R$ 250 milhões, R$ 50 milhões a mais que em 2010.

Além dos novos produtos, a marca japonesa, pela primeira vez, investe em ações mais agressivas, como o lançamento da versão Bizz Flex no programa BBB, da Rede Globo em 2010. A parceria foi mantida este ano, com sorteio de motos entre os participantes e visitas à fábrica de Manaus e ao centro de treinamento de pilotos em Indaiatuba. Neste ano, também estreou em campanhas no intervalo dos jogos do Campeonato Brasileiro.

“A ideia é mostrar ao público não só o produto, mas nossa filosofia, a preocupação sócio ambiental e com a segurança no trânsito”, diz o diretor comercial, Roberto Akiyama em entrevista dado ao estadão.

Nos últimos anos, com a chegada de novas fabricantes ao País, principalmente de origem chinesa, a líder Honda assistiu sua fatia do mercado despencar 17 pontos porcentuais, de 86% em 2002 para 69% em 2008. Nesse período, o número de empresas saltou de quatro para sete, e as vendas totais de 770 mil para 1,9 milhão de motocicletas.

Nos dois anos seguintes, a Honda conseguiu recuperar parte da fatia perdida, e encerrou 2010 com 77,6% de participação, num mercado de 1,8 milhão de motos vendidas, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos (Fenabrave). No primeiro bimestre deste ano, a marca respondeu por 78,8% das vendas, que somaram 278,3 mil veículos. Só na primeira metade de março já chegou a 79,5%.

Hoje, o Brasil tem ao menos 14 marcas com fábricas locais, além de uma dezena de importadores. “Uma das vantagens da marca é a rede de distribuição, com mais de mil pontos de venda, e o abastecimento de peças de reposição”, diz Akiyama.

Em 2010, a Honda ampliou a capacidade de produção da fábrica de Manaus de 1,5 milhão para 2 milhões de motos. Como o mercado brasileiro continuou crescendo, a queda de participação não representou corte no volume de vendas.

Mercado de motos

O segmento de motos que mais vende no Brasil é o de baixo custo, com veículos na faixa de R$ 4 mil a R$ 5 mil. No ano passado, 64% das vendas no País foram dessa categoria, mais usada para trabalho. Foram 1,153 milhão de unidades, um crescimento de 7,3% em relação a 2009.

Para a Honda, essa faixa responde por 90% das vendas. Mas o aquecimento da economia, que melhorou a renda das famílias, também teve efeitos no setor de duas rodas. Modelos com preço acima de R$ 15 mil, usadas principalmente para lazer, tiveram salto de 30% nas vendas, para 246,4 mil unidades em 2010.

É nesse segmento que a Honda aposta com o início da montagem, em Manaus, da XL 700 V Transalp, em imagem no começo do artigo que vai custar R$ 31,8 mil. A versão com freio ABS sai por R$ 34,8 mil. A meta é vender 500 unidades ao mês.

Outra super moto que começa a ser importada do Japão é a VFR 1200F, logo abaixo com algumas imagens  que tem como item inéditos câmbio de seis marchas com dupla embreagem. O veículo não tem pedal de câmbio e a troca de marcha é feita automaticamente ou por botões no guidom. A empresa espera vender 20 unidades ao mês, por R$ 69,9 mil.

Seu Motor de quatro cilindros em V disponibiliza cerca de 172 cavalos de potência, é refrigerado a água e transmite o torque para a roda através de um eixo cardã.

Na versão DCT (Dual Clutch Transmission) a VFR vem equipada com o sistema de Transmissão de Embreagem Dupla, que não utiliza pedal para troca de marchas e a embreagem não é acionada manualmente, em vez disso o piloto pode escolher entre embreagem e mudança de marchas automáticas (modo AT) ou troca de marchas manual (MT) através de botões localizados no guidão. Além disso, no sistema automático existe um controle inteligente que se adapta conforme o modo de pilotagem do proprietário para garantir o melhor momento para mudanças das marchas.

As duas embreagens são utilizadas de forma independente, uma para as marchas ímpares (1a,3a e 5a) e a outra para as marchas pares (2a, 4a e 6a). Desta forma, durante a troca de marchas as embreagens são alternadas, sendo desabilitada a embreagem da marcha anterior e habilitada a embreagem da nova marcha, o que melhora a mudança de marchas tornando-a mais rápida, suave e constante.

Ainda não estão disponíveis algumas informações, mas é certa a chegada de uma ou das duas versões da VFR 1200F.

Como a motocicleta é fabricada no Japão, onde as fábricas da Honda paralisaram a produção por alguns dias devido aos terremotos da semana passada, poderão ocorrer  atrasos na chegada de componentes ao Brasil, mas o esperado é que já em abril a VFR 1200F esteja em comercialização na rede de concessionários Honda.

O grande mercado de motos mais baratas está no Nordeste, constata Akiyama. A região fica com 40% das vendas da marca, participação que era de 25% há cinco anos.

Antes da crise internacional, as financeiras tinham planos de até 60 meses para motos. Atualmente, o prazo máximo é de 48 meses. Há também grande procura pelo consórcio, que oferece mensalidades de R$ 85 para as motos mais baratas.

Moacyr Alberto Paes, diretor executivo da Associação Brasileira de Fabricantes de Motocicletas (Abraciclo), lembra que a moto tem sido alternativa ao trânsito caótico das grandes cidades. O custo do transporte também influencia. Ele calcula que uma pessoa que usa o ônibus quatro vezes por dia, para ir e voltar do trabalho, gasta em São Paulo R$ 240 por mês. “Com esse dinheiro é possível pagar a prestação de uma moto e ainda sobra para o combustível.” A entidade projeta para este ano vendas acima de 1,9 milhão de motos.

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  1. jose wilson
    junho 30, 2011 às 6:57 pm

    e muito bonita e retada

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