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Venda de automóveis continuará aquecida após o verão ou esfriará com a chegada do outono?

Possivelmente minhas previsões para o começo do ano parecem que não se concretizaram. Em matéria publicada no site Automotive Business ontem o jornalista Pedro kutney apresenta alguns argumentos de que as previsões um pouco pessimistas sobre o mercado automotivo ficaram um pouco fora da curva. Em matérias publicadas no final do ano passado previ que o mercado iria pelo menos dar uma estacionada, ou seja vender mais ou menos a mesma proporção de 2010, que já foi um ano de recordes. Mas conforme verão abaixo a classe mais alta está mesmo segurando a compra de um carro zero.

Mas o ano só está começando e o arrocho da Dilma vêm aí. Vejam a matéria abaixo e tirem suas próprias conclusões:

O imenso potencial de consumo dos 30 milhões de novos participantes da classe média brasileira, aliado ao grande interesse dos concessionários em vender a crédito – porque lucram mais com isso –, são fatores que voltaram a derrubar as previsões conservadoras para o mercado de veículos leves no Brasil.

O primeiro bimestre de 2011 terminou com recorde de vendas de automóveis e comerciais leves, quase 489 mil unidades, número 18,36% maior do que o visto no mesmo período de 2010, e fevereiro teve alta de 12,5% sobre janeiro e de 22,5% ante o mesmo mês do ano passado. Portanto, de novo o mercado está crescendo a dois dígitos porcentuais, contrariando as projeções. Era justamente isso que o Banco Central não queria, quando baixou em novembro passado medidas para encarecer os financiamentos mais longos e sem entrada, com exigência de recolhimento maior de depósitos compulsórios. Isso afetou os novos entrantes da classe média, com renda na faixa dos R$ 2 mil, que ainda não têm um carro.

Por exemplo, nos planos de 60 meses, os mais procurados por quem busca o primeiro automóvel, a taxa média saltou de 1,4% ao mês para 1,8%, podendo chegar a até 2,5%, o que torna as prestações mais altas. Para manter o juro menor, a exigência de entrada mínima é de 40% para este tipo de financiamento. Mas o mercado tratou de se adaptar rapidamente para não perder esse importante filão. “Houve pequena migração dessa faixa para o carro usado, mas a população de baixa renda não parou de comprar carros zero-quilômetro.

A maior prova disso é que as concessionárias localizadas na periferia de São Paulo são as que estão vendendo mais”, diz Ayrton Fontes, economista da MSantos, agência especializada em promoção de varejo automotivo. Ele destaca que lojistas e financeiras se uniram para atrair essa clientela, com descontos e “flexibilização” de financiamentos. “Existe até uma prática nova: quando o cliente não tem a entrada toda para dar, é oferecido o parcelamento de uma parte com cheques pré-datados ou no cartão de crédito, e assim fecha o plano com juro menor”, revela.

Segundo o economista, os concessionários têm todo interesse em fazer essas adaptações, pois ganham muito mais vendendo automóveis financiados do que à vista. Enquanto a margem sobre o veículo novo vendido na maioria dos casos é de quase zero, as financeiras pagam generosas comissões a cada financiamento aprovado, que chegam a 6% da taxa praticada. Assim os lojistas capricham nos descontos, perdem no produto, mas são regiamente recompensados pelo sistema financeiro que pratica aqui os juros mais altos do mundo.

A força da baixa renda

Os consumidores de renda menor têm grande força para multiplicar os ganhos com financiamentos, pois são os que mais precisam deles para adquirir um carro. “É uma faixa da população com enorme potencial de compra, pois nem 20% dos que entraram para a classe média nos últimos anos têm um veículo ainda”, ressalta Fontes. O economista cita o exemplo de um feirão popular que a MSantos ajudou a organizar no fim de fevereiro, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Foram negociados 212 veículos, 121 usados.

Dos 91 zero-quilômetro vendidos por concessionários Volkswagen, Fiat, Chevrolet e Ford, quase metade, 43, foi para clientes que compraram o primeiro carro da vida. A renda mensal média declarada pelos compradores é de R$ 2.250 – justamente a classe média ascendente, o que comprova a importância crescente da população de renda menor para o mercado automotivo e suas financeiras. “O Banco BV, operador do evento, se desdobrou ao máximo para aprovar os financiamentos, pois como todas as financeiras que atuam nesse segmento estão desesperados para não perder suas fatias neste grande filão”, conta Fontes. Ele destaca que feirões realizados em zonas mais nobres de São Paulo no início deste ano mal conseguiram negociar 100 unidades cada um, com custo de mídia maior do que o realizado em Guarulhos. “Como disse um colega aqui da agência, precisamos ir à periferia e tirar o consumidor de baixa renda de sua casa”, avalia.

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