Eike Batista poderá entrar na corrida dos carros elétricos no Brasil em 2011

Jipe Montez 1994, produzido pela JPX, considerado por muitos um dos melhores Jipes já produzidos no país

A alguns anos o empresário e bilionário Eike Batista possuia a empresa JPX que montava entre outros modelos como o jipe Montez 4×4, produzido em Minas Gerais de 1994 a 2001, para concorrer com o Toyota Bandeirante. Seu projeto havia sido inspirado no modelo Auverland A3, utilizado pelo Exército Francês e com pagamento de licença de uso, e tinha o objetivo de atender o conglomerado industrial do grupo. A montadora utilizava componentes de outros veículos brasileiros, mas o motor Peugeot XUD-9A, a caixa de câmbio BA-7/5, a caixa de transferência Auverland A-80 e os diferenciais Carraro eram importados,

Por incrível que pareça O jipe, com suspensão de molas helicoidais, foi adotado pelo Exército Brasileiro e chegou também ao segmento off road.

Em 1995 foi introduzida também uma versão picape, com carroceria de madeira ou de aço.

A produção do JPX Montez foi encerrada em 2001, com um total de aproximadamente 2800 unidades produzidas, sendo que destes aproximadamente 500 eram modelos militares, destinados ao Exército Brasileiro

Porém como era de se esperar o volume de vendas da JPX no Brasil não decolou  e as tentativas de exportação não tiveram sucesso. Além disso, o veículo enfrentou problemas no sistema de arrefecimento do motor e foram registradas dificuldades na assistência técnica. Com isso a fábrica da JPX do Brasil foi definitivamente fechada em 2002 após um longo período de inatividade. Eike Batista teria perdido o interesse pelo empreendimento em face dos rombos financeiros que se acumulavam. Estima-se que o prejuízo absorvido pelo empresário tenha superado US$ 40 milhões.

Dizem que rico ri a toa, e no caso de um bilionário como Eike Batista?

Mas como uma Fênix no setor automotivo parece que algo acendeu na cabeça do bilionário a oitava pessoa mais rica do mundo e que atualmente é o maior pagador de impostos do Brasil com mais de 600 milhões pagos ao Fisco, somente no ano de 2009, segundo ele mesmo informou em recente entrevista ao programa Roda Viva da TV Cultura de São Paulo.

Segundo ele , o Brasil terá uma frota de veículos elétricos nacionais circulando pelas ruas em 2014. O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 15. A planta seria construída ao lado do Super Porto do Açu, em São João da Barra, no norte fluminense, a um custo inicial de US$ 1 bilhão. Eike afirmou que vai buscar financiamento do BNDES e ressaltou que a composição acionária da nova empresa será majoritariamente brasileira.

A produção inicial será de 100 mil veículos por ano, totalmente movidos por baterias elétricas, com tecnologia japonesa e europeia. Eike estimou que, há espaço no mercado brasileiro para uma nova fábrica de veículos.

“A gente está enxergando que, nos próximos dez anos, o Brasil vai consumir 8 milhões de automóveis por ano. Então, tem espaço para gente nova, tem espaço para a indústria nacional, até pelo carinho que o brasileiro teria em comprar um carro bem feito. Vai ser uma empresa nacional, com know-how estrangeiro”, disse Eike, durante a Exposição Rio Oil & Gas, que reúne as principais empresas de petróleo e gás do mundo.

Possível imagem do protótipo a ser fabricado pela FBX... será? ( risos )

Ele  frisou que os carros elétricos representam uma tendência definitiva. Segundo ele, as baterias serão de tecnologia japonesa e o restante do veículo – para cinco passageiros e autonomia de 160 quilômetros – terá concepção e design europeu e brasileiro.

“O negócio do carro elétrico é irreversível. A pessoa que gasta R$ 200 por mês em combustível, num carro elétrico, botando ele na tomada à noite, vai gastar menos que R$ 20. O problema hoje ainda é que o custo inicial da compra do carro está caro, mas o preço das baterias está despencando. Tem uma revolução acontecendo nessa área”.

Entre as facilidades do complexo de Açu para abrigar o projeto, Eike citou a sinergia entre o complexo portuário que está sendo construído, pela empresa LLX, de sua propriedade, duas siderúrgicas, de capital estrangeiro, e uma usina termelétrica, além da existência de estradas de ferro e rodovias para escoamento da produção.

“Só pela logística do Açu, a gente ganha US$ 200 por automóvel, o que é muito dinheiro. Os incentivos naturais estão na eficiência da logística. Vão atracar no Porto do Açu os maiores navios contêineiros, a um custo imbatível. Em qualquer país do mundo, você tem que pensar que o mix de algo montado no país possa ser até 50% vindo de fora. Se você agrega os outros 50% de indústria nacional, mais mão-de-obra, você acaba tendo 70% do coeficiente do país. É isso que a gente quer. A indústria brasileira de autopeças, assim que a gente passa de 20 mil veículos, se instala em volta”.

O empresário afirmou que este será o primeiro carro brasileiro, depois da experiência do empresário João Augusto Gurgel, nos anos 70 e 80, que chegou a produzir 43 mil veículos 100% nacionais.. Perguntado onde Gurgel havia falhado, Eike respondeu: “O Gurgel quis conceber um carro do zero. Na época ele usava motor Volkswagen. Aí ele foi desenvolver um motor próprio, uma caixa de mudança própria e entrou em uma seara complicada”.

Eike ressaltou que o veículo elétrico também deverá receber incentivos por conta de questões ambientais, pois não polui e praticamente não produz ruído. Ainda sem nome determinado, ele sugeriu que a fábrica poderia se chamar FBX, de “Fábrica Brasileira de Automóveis”, mais a letra X, que aparece em todas suas empresas.

Eu sinceramente apoio a iniciativa e como sempre fizemos neste blog, deixamos aqui o nosso registro de que o projeto seja bem sucedido, afinal seria ótimo termos um carro que poderia servir de exemplo para o mundo, ainda mais se ele for lançado em ano de copa do mundo, 2014. Quem venham os carros ecológicos brasileiros.

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