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Confira as novidades do Salão de Motos de Milão 2011, o maior salão de motos do mundo que começou ontem dia 10 de Novembro

novembro 11, 2011 Deixe um comentário


Começou ontem, dia 10 de Novembro na famosa Milão na Itália, o EICMA , um dos mais concorridos e charmosos salões de motos do Mundo, o Salão de Milão 2011. Não só elegante e charmoso como também é considerado o mais  importante evento do mercado europeu de duas rodas.Para não dizer talvez do mundo ( será que existe algum maior?)

Abaixo um show de imagens e alguns dos principais destaques do evento. Não dá para publicar tudo num post só, mas este ficou bem recheado.

Marcas do mundo inteiro se revezam até o dia 13 de novembro em mostrar ao mundo as novidades do mercado. Como não poderia ser diferente, começamos pela marca italiana, a Piaggio, com um modelo estilo retrô, da época do pós guerra, a Vespa 46.

Ainda do grupo Piaggio, a Aprilia, mostrou o “big-scooter” SRV 850, produto que possui motor de 2 cilindros de 850 cm³ capaz de alcançar 76 cv de potência máxima. Só para se ter uma idéia um carro 1.000 no Brasil chega a ter menos potência que a moto, que numa foto quase perfeita, mostra a beleza também de quem poderia ocupar sua direção, como a modelo da foto abaixo.

A alemã,  BMW finalmente chega ao mercado de scooters e apresenta os modelos  C 600 Sport e o C 650 GT. Além dos scooters, a marca de origem alemã exibe também a série especial HP da esportiva K 1300 S, que tem detalhes feitos de fibra de carbono e ponteira de escape de titânio. O motor de quatro cilindrois em linha é o mesmo e produz 175 cv.


A Yamaha guardou para a feira três versões especiais da V-Max. Elas levam as assinaturas Ludovic Lazareth ( foto acima da Vmax) ,  Roland Sans e Marcus Walz, empresas especializadas em personalização. Um dos motores recebeu modificações e alcança 200 cv de potência.

Da austríaca KTM, um dos destaques é a Duke 690, que marca a nova geração dos motores da linha LC4, de um cilindro e quatro tempos. O da Duke 690 teve origem nos campeonatos de motocross, rali e enduro. Produz 67 cv de potência. Outro destaque da KTM em Milão é a Freeride, primeira motocicleta elétrica da marca.

Ducatti mostra asuper esportiva 1199 Panigale e 195 cv de pura potência

A ousada Ducati, chega ao evento apresentando nada menos que  três versões de sua nova superesportiva 1199 Panigale: standard, S e Tricolore. Os dois cilindros em “L” e o comando de válvulas desmodrômico foram mantidos, mas a Panigale inovou nos chassis e na eletrônica embarcada.

A nova aposta da marca de Borgo Panigale, que promete inovar em todos os quesitos segundo Claudio Domenicali, gerente geral da Ducati, deixou de lado o tradicional quadro em treliça para utilizar um chassi monocoque em alumínio. Cerca de 10 quilos mais leve que a 1198, a nova Panigale oferece 195 cv de potência máxima, além de um pacote eletrônico de fazer inveja até mesmo à BMW S 1000 RR.

Nakked Brutalle 675 da MV Agusta - um show de arrojo e performance

A clássica  MV Agusta apresentou com honras de super estrelas a esportiva F3 e a naked Brutale 675, ambas equipadas com motores de três cilindros em linha com 675 cc de capacidade cúbica. Um ainformação retirada do site infomoto diz que a marca italiana e a brasileira Dafra anunciaram que a F3 Serie Oro e a F4 RR Corsa Corta serão importadas com preços de R$ 170 mil e R$ 150 mil, respectivamente.

Com edição limitada em 200 unidades, a esportiva F3 Serie Oro está equipada com motor três cilindros de 675cc de capacidade pública, além de peças em fibra de carbono, suspensão e amortecedor de direção Öhlins, pinças dianteiras em monobloco, pedaleiras do piloto ajustáveis, banco em couro e placa de identificação em ouro, constando o número de série da motocicleta. Além disso, o novo proprietário da F3 Serie Oro recebe um kit especial, que remete aos três pistões do motor que a equipa, contendo a chave e o certificado de autenticidade.

Já a versão da supersportiva F4, a RR Corsa Corta conta com propulsor de quatro cilindros em linha, 16 válvulas e 998 cm3 de capacidade cúbica, que gera 201 cv a 13.400 rpm potência máxima de. Com esse desempenho, a F4 RR Corsa Corta é uma das poucas motocicletas do mundo a contar com um motor de mais 200 cv.

Curiosidades do Salão de Milão 2011

Uma moto inusitada foi apresentada durante o evento. Trata-se da  Xenon, desenvolvida pela empresa Evolve Electric Bikes – empresa localizada nos EUA e que preparou um modelo muito parecido com o que foi visto no filme Tron. Ela é feita com om neon azul emoldurando as “rodas”, é totalmente elétrica e custa a partir de US$ 55 mil. O grande diferencial da Xenon, além é claro, do design radical e do motor 100% elétrico, são suas rodas de 32 polegadas sem cubo e um quadro de fibra de carbono feito à mão.

A moto-conceito usa baterias de íon-lítio, que além de servir de força motriz, dão vida e cor à Xenon. O modelo da Evolve poder ser uma boa opção para quem quer divulgar um evento dirigido ao público jovem, descolado e que é viciado em filmes e games de ação e ficção científica.

A moto tem ainda moto tem motor de 40.000 watts, baterias de 96 volts, autonomia para 160 quilômetros, velocidade máxima de 160 km/h e, para carregar este brinquedão são necessárias cerca de 3,5 horas. Seria uma moto que além de todos os predicados acima certamente não passará desapercebida em qualquer local que trafegue.

Preços de motos da Yamaha tem desvalorização recorde

fevereiro 26, 2010 Deixe um comentário

Com certeza não foram motos customizadas como a de cima que desvalorizaram

Com uma queda expressiva dos modelos Yamaha, o setor de motos teve nova queda em janeiro, depois de encerrar o ano em baixa: a desvalorização em janeiro foi de 0,56% e no ano todo de 2009 os preços das motos caíram 2,83%.

As motos da Yamaha perderam 4,13% dos preços no primeiro mês deste ano e as da Suzuki 1,49%.

As quedas seguidas de preços ainda são consequências da dificuldade que os fabricantes e revendedores de motos enfrentaram no ano passado, com a crise econômica. O setor foi um dos mais prejudicado, por causa da dificuldade de liberação de crédito.

O anúncio do Governo, de liberação de R$ 3 bilhões para financiamento de motos de até 150cc, surtiu efeito nas vendas. O dinheiro é financiado com taxa de juros de 2% ao mês e, além disso, o governo liberou o pagamento de Cofins até 31 de março. O resultado no volume de vendas foi imediato: em janeiro as vendas cresceram 18,8% em relação a janeiro do ano passado e 21,8% em relação a dezembro (124.548 motos).

Mas os preços continuam em baixa.

Enquanto Yamaha e Suzuki tiveram queda nos preços, Sundown, Honda e Dafra cresceram. A Sundown foi a marca com o maior aumento de preço no mês, 1,80%. A outra marca que cresceu foi a Honda(0,04). A Dafra teve queda de preço de 0,30%. Somente motos importadas tiveram aumento de valores em função da valorização do dólar.

Evolução do preço por marca
(Janeiro /2010)

MARCAS JAN/10
YAMAHA -4,13
SUZUKI -1,49
MERCADO -0,56
IMPORTADAS -0,5
DAFRA -0,3
HONDA 0,04
SUNDOWN 1,8

Preços que mais caíram
(Janeiro /2010)

MARCA_TIPO VERSÃO dez/09 jan/10 VAR.%
HARLEY-DAVIDSON TOURING ULTRA GLIDE CLASSIC Gas. 68.000 58.900 -13,38
SUZUKI GSX 1300 B-KING Gas. 61.000 52.900 -13,28
KASINSKI COMET GT R 250 EFI Gas. 17.000 14.800 -12,94
KASINSKI MIRAGE POWER 650 EFI Gas. 32.000 28.000 -12,5
YAMAHA XTZ 250-X Gas. 13.000 11.400 -12,31
TRAXX FLY JH 125L Gas. 5.690 5.000 -12,13
TRIUMPH SPEED TRIPLE 1050i Gas. 46.200 40.900 -11,47
SUZUKI INTRUDER 125 Gas. 5.300 4.700 -11,32
MVK SUPER 125 Gas. 4.600 4.100 -10,87
YAMAHA V-MAX 1700 Gas. 120.000 107.000 -10,83
SHINERAY XY 110-V WAVE Gas. 3.700 3.300 -10,81
KASINSKI MIRAGE DUAL TONE 250 EFI Gas. 15.000 13.390 -10,73
YAMAHA FZ6-S 600 Gas. 34.000 30.500 -10,29
BUELL LIGHTNING LONG XB12SS 1200 Gas. 42.000 37.900 -9,76
HONDA CG 125 CARGO-ES Gas. 6.400 5.800 -9,38
YAMAHA FZ6-N 600 Gas. 32.000 29.000 -9,38
KASINSKI COMET DUAL TONE 650R EFI Gas. 14.000 12.700 -9,29
AMAZONAS LX 125/26 CUB Gas. 4.400 4.000 -9,09
YAMAHA XVS 950 MIDNIGHT STAR Gas. 33.000 30.000 -9,09
BUELL LIGHTNING CITY-X XB9SX 1000 Gas. 36.000 32.900 -8,61
WUYANG WY-125 ESD PLUS Gas. 3.500 3.200 -8,57
TRIUMPH ROCKET III CLASSIC 2300 Gas. 65.500 59.900 -8,55
MVK BLACK STAR 150 Gas. 5.990 5.500 -8,18
MIZA EASY 125 Gas. 5.200 4.780 -8,08
MVK BRX 140 Gas. 5.000 4.600 -8
TRIUMPH DAYTONA 675 Gas. 43.200 39.900 -7,64
YAMAHA XTZ 125-X/E Gas. 7.900 7.300 -7,59
BUELL LIGHTNING XB12S CG 1200 Gas. 41.000 37.900 -7,56
YAMAHA YS 250 FAZER Gas. 10.800 10.000 -7,41
KASINSKI SETA 125 Gas. 3.990 3.700 -7,27

Preços que mais subiram
(Janeiro /2010)

MARCA_TIPO VERSÃO dez/09 jan/10 VARIAÇÃO %
KAHENA 125 TOP Gas. 5.000 5.820 16,4
HARLEY-DAVIDSON TOUR.ELEC.GLIDE ULTRA F.Inject.Gas. 61.100 71.100 16,37
IROS ONE 125-ES Gas. 4.800 5.500 14,58
KAHENA 125 K-TOP Gas. 4.800 5.420 12,92
HAOBAO HB 110-3 Gas. 3.500 3.950 12,86
IROS MOVING 125-ES Gas. 4.700 5.300 12,77
KASINSKI SETA 150 Gas. 4.000 4.500 12,5
MVK STREET 150 Gas. 4.000 4.500 12,5
DAYUN DY 125-8 Gas. 4.500 5.000 11,11
DAYUN DY 150-7 Gas. 6.800 7.500 10,29
IROS MOVING 125-ESD Gas. 5.000 5.500 10
IROS ONE 125-EX Gas. 5.820 6.400 9,97
HAOBAO HB 125-9 Gas. 4.200 4.600 9,52
SUNDOWN MAX 125-SED Gas. 4.600 4.990 8,48
SUZUKI BOULEVARD M800 Gas. 30.500 32.900 7,87
IROS VINTAGE 150 Gas. 6.500 7.000 7,69
SUNDOWN VBLADE 250 Gas. 12.000 12.900 7,5
US1 US1-5 Speed 200cc Gas. 5.600 5.990 6,96
KTM 990 ADVENTURE Gas. 58.000 62.000 6,9
YAMAHA XTZ 125-E Gas. 7.300 7.800 6,85
SUNDOWN MAX 125-SE Gas. 4.400 4.700 6,82
HONDA GOLD WING GL 1800 Gas. 94.000 100.000 6,38
HONDA CG 150 TITAN-EX MIX A/G 7.900 8.400 6,33
KAWASAKI NINJA ZX 250R Gas. 15.500 16.450 6,13
SUZUKI BANDIT 1250S Gas. 33.000 35.000 6,06
BIMOTA DB5-R DELIRIO 1100cc Gas. 85.000 90.000 5,88
DAYUN DY 150-9 Gas. 5.500 5.800 5,45
HONDA CG 150 TITAN-ESD MIX A/G 7.400 7.800 5,41
IROS MATRIX 150 Gas. 6.660 7.000 5,11
AMAZONAS LX 250 CUSTOM Gas. 12.400 13.000 4,84

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Yamaha lança quatro modelos no Brasil

fevereiro 12, 2010 1 comentário

Fazer 250 2011, XJ6 N, XJ6 F e Crypton 115 são as novidades da marca

Se 2009 foi um tanto monótono para a Yamaha em terras brasileiras, a empresa começou 2010 empenhada em mudar a situação. A marca dos diapasões apresentou nesta terça-feira (2) quatro novidades aos consumidores. Depois de muita espera, os lançamentos são os seguintes: Fazer 250 2011, XJ6 N, XJ6 F e Crypton 115.

Entre as motocicletas, a que mais destaca-se a XJ6, a nova naked de média cilindrada da Yamaha. A máquina chega ao país ao mesmo tempo que a FZ6 sai de linha, enquanto isso a Fazer YS250 já aparece em sua versão 2011. Concorrendo com a Honda CB 300R, a novidade recebeu profundas modificações em seu visual.

Fonte: Motocilcismo Online

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Yamaha lança Fazer 250 Limited Edition 2010

janeiro 21, 2010 Deixe um comentário

Apenas 5.000 unidades a R$ 10.950

Será que esse tapinha apenas, cola? De certo existe uma legião de fans dessa moto e da Yamaha, porém acho que todos concordam que  erro de “time” e  falta de inovação permeiam em todas montadoras do mercado motociclístico brasileiro e nao apenas a Honda…Cadê o modelo novo pra brigar com a CB 300 R?

Enquanto todos aguardam uma renovação para a Fazer 250, a Yamaha acaba de apresentar o modelo 2010 da Limited Edition. A principal mudança nesta nova versão são os detalhes da moto, que passaram de vermelho para dourado. Com um visual bastante agressivo, a edição especial da Fazer é quase toda negra.

Contando com a mesma base da tradicional fazer, a L.E. possui o conhecido propulsor de monocilíndrico 249 cm³, capaz de desenvolver 21 cv de potência a 8.000 rpm e 2,10 kgfm a 6.500 rpm. Vale lembrar que o motor tem o pistão é forjado e o cilindro conta com revestimento de cerâmica dispersiva de calor.

O valor sugerido pela Yamaha Fazer 250 Limited Edition é de R$ 10.950 e a moto tem um ano de garantia, sem limite de quilometragem.

Fonte: Motociclismo

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Mercado de motos em 2009 – retrospectiva

dezembro 31, 2009 Deixe um comentário

Moto: Liberdade, estilo de vida, aventura, lazer, trabalho... tudo isso e muito mais

O ano que está prestes a se encerrar não foi dos melhores para o mercado de duas rodas. Ao menos no número de vendas, já que a retração do setor deve ser maior que imaginava os fabricantes. Apesar disso, em 2009 houve importantes lançamentos e acontecimentos no setor. Acompanhe essa retrospectiva em duas rodas mês a mês.

Janeiro
O ano de 2009 começou marcado pela entrada em vigor da terceira fase do Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares, o popular Promot 3, que estabeleceu normas mais rigorosas quanto aos níveis de poluição emitidos por motocicletas e outros veículos de duas rodas. A nova regulamentação já estimularia o lançamento de novos modelos que atendessem à lei. Porém, na prática a teoria foi outra.
Alegando prejuízos com a crise financeira mundial, os fabricantes queriam que o Promot 3 fosse prorrogado. O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) negou, porém prorrogou as licenças que permitiam a fabricação de modelos que não atendiam à nova lei. Na prática, a liberação deu na mesma, já que as grandes marcas, exceto a Honda, continuaram a fabricar modelos mais poluentes até 31 de março.

Fevereiro
Em fevereiro, outra polêmica envolvendo o meio-ambiente e as motos. O Programa de Inspeção Veicular criado pela Prefeitura de São Paulo entrou em sua segunda fase em 2009. Com isso em fevereiro, além dos veículos a diesel e dos automóveis (fabricados a partir de 2003), todas as motocicletas licenciadas na cidade (exceto as com motores dois tempos) foram obrigadas a passar pela inspeção, que se limita apenas a verificar a emissão de poluentes. Deixando de lado importantes itens de segurança, como iluminação e freios.

Além de muitos motociclistas não fazerem a manutenção preventiva ou alterarem o sistema de exaustão, os métodos de medição da Controlar, empresa responsável pelo serviço na capital paulista, são diferentes dos métodos usados pelo Ibama para homologar os veículos. “Desconhecemos as razões para os valores estabelecidos para a inspeção em São Paulo”, afirmou à época Moacyr Alberto Paes, diretor-executivo da Abraciclo, associação dos fabricantes do setor de duas rodas.

O resultado foi que grande parte das motocicletas não foi aprovada e outra parcela não realizou a inspeção. Mais uma vez o setor de duas rodas figurou na grande imprensa como vilão do meio-ambiente.

Março
Em março, a Honda surpreendeu a todos e apresentou a CG 150 Mix, a primeira moto bicombustível do planeta. O lançamento, inclusive com repercussão mundial, aconteceu em Manaus (AM) e deixou para trás os concorrentes que alardeavam ter pronto um projeto de moto flex. Equipada com injeção eletrônica, a CG Mix pode rodar com gasolina ou álcool em qualquer proporção – apenas nos locais frios a Honda recomenda a utilização de uma quantidade de gasolina para facilitar a partida a frio.

Em pouco tempo, o modelo tornou-se sucesso nacional e superou as vendas do modelo a gasolina. Diversos testes da imprensa especializada mostravam que, em grande parte dos Estados brasileiros, o motociclista economizaria usando álcool. A montadora japonesa apresentou também a nova NXR 150 Bros, modelo de uso misto, já com a injeção eletrônica de combustível, porém a gasolina. A versão Mix da Bros só chegou ao mercado em setembro.

Abril
As vendas de motos não vinham bem desde o último trimestre de 2008 e também não começaram bem 2009: em fevereiro foram emplacadas pouco mais de 106 mil motos e o primeiro trimestre acumulou queda de 15%. Isso fez com que o governo federal reduzisse de 3% para 0% (zero) a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) válida para motocicletas de até 150 cc por seis meses. A medida surtiu efeito ao menos no preço sugerido das motocicletas, porém o acesso ao financiamento de motos continuou dificultado pelas exigências das instituições financeiras. Como resultado, este ano o setor de duas rodas deve fechar em queda de 26% em relação a 2008.

Enquanto as motos de baixa cilindrada e grande volume de vendas demonstraram queda nas vendas, os modelos maiores e mais luxuosos tinham bons resultados. Tanto que em abril, a BMW lançou toda sua nova linha de 1.300 cc: a esportiva K 1300 S, a naked K 1300 R e a sport-touring K 1300 GT. Com novos motores, mais potentes, as motos alemãs traziam também muita tecnologia embarcada como freios ABS, controle de tração e assistente eletrônico para subir as marchas sem acionar a embreagem.
Abril também marcou a chegada de mais um modelo importado pela Kawasaki Motores do Brasil: a Z 750, com quatro cilindros que entrou no concorrido segmento de nakeds de média cilindrada para brigar com a Honda CB 600F Hornet, Suzuki Bandit 650 e Yamaha FZ-6N.

Maio
A Yamaha que, erroneamente, manteve o carburador em sua linha de 125cc, acertou ao lançar a nova custom XVS 950 Midnight Star. Com a missão de ocupar o espaço deixado pela Drag Star 650, a Midnight Star trazia injeção eletrônica, design moderno e ares de lançamento mundial, já que havia sido apresentada no Salão de Colônia em outubro de 2008. Mesmo mais caro, o elogiado modelo superava a principal rival, Honda Shadow 750, em diversos quesitos.

Junho
Em junho, a fabricante líder do mercado brasileiro contra atacou em várias frentes. Entrou no segmento de scooters com um produto de grande escala e sucesso mundial: o Lead 110, com injeção eletrônica de combustível e freios combinados.

Promoveu também um dos lançamentos mais esperados de 2009: a CB 300R, substituta da CBX 250 Twister, que havia saído de linha no fim de 2008 por não atender ao Promot 3. O motor, de mesma arquitetura, teve sua capacidade aumentada e ganhou injeção eletrônica. Com desenho inspirado nas nakeds de maior cilindrada da marca, a CB 300R logo caiu na graça do público. De quebra, a montador lançou a XRE 300, com o mesmo motor, para substituir a XR 250 Tornado e NX4 Falcon. Outra inovação em termos de desenho e com o tão pedido freio a disco na traseira.

Outro fato marcante, porém mundialmente, foi a realização da TT-XGP, a primeira prova com motocicletas ecologicamente corretas do planeta. E o palco para um acontecimento tão importante não poderia ser mais adequado, a “Meca” das corridas de moto, a Ilha de Man, palco de uma das mais antigas e famosas provas do mundo. Pioneira, a TTXGP teve uma volta no circuito de 60,72 Km de extensão. Para o idealizador da competição ecológica, o empresário inglês Azhar Hussain, as motocicletas elétricas serão a porta de entrada para equipes e pilotos para a próxima geração do esporte a motor.

Julho
O mês de julho começou com o anúncio da parceria entre a brasileira Dafra e a TVS Motor Company, uma das maiores fabricantes de motocicletas da Índia. O acordo prevê a fabricação de motos TVS em Manaus (AM). Para o presidente da TVS, Hardip Singh Goindi, o Brasil é um mercado muito importante, já que é o quinto maior do mundo. “Nossa intenção é oferecer produtos de alta tecnologia e que satisfaça o motociclista brasileiro”, conta Goindi. A primeira motocicleta fruto da aliança seria uma street com apelo esportivo, a Apache RTR 150, apresentada no Salão Duas Rodas em outubro.

Outra data marcante para os amantes de motocicletas foi o aniversário de 40 anos do filme “Sem Destino”, com Peter Fonda em Dennis Hopper, que estreou em julho de 1969 nos cinemas norte-americanos. Um dos ícones da contracultura nos anos 60. O longa-metragem transformou definitivamente a motocicleta em ícone de liberdade.

Como uma forma de celebrar a efeméride, julho registrou o melhor resultado em vendas de motocicletas neste ano. Foram emplacados 143.720 veículos de duas rodas, um crescimento de quase 7% se comparado junho. Pena que o viés de crescimento não se confirmou.

Agosto
Em agosto, entrou em vigor a lei que regulamentou a profissão de motofrete e mototaxista no Brasil. Sancionada pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva, em 29 de julho, a lei impôs diversas regras ao exercício da profissão, como por exemplo, idade mínima de 21 anos completos; dois anos de Carteira Nacional de Habilitação na categoria “A”, ou seja, motocicleta, além de habilitação em curso especializado. Versa também sobre a motocicleta que deverá ser usada pelo profissional. A primeira exigência é registro na categoria “aluguel”, isto é, placa vermelha. As motos também deverão contar com alguns dispositivos de segurança, como: mata-cachorro e antenas corta-pipa, além de baú específico com faixas refletivas.

Enquanto os profissionais ganhavam reconhecimento, os motociclistas por lazer recebiam como novidade uma nova naked de média cilindrada: a BMW F 800 R. Equipada com um motor de dois cilindros em linha, a F 800 R era mais uma aposta da marca para aumentar a participação no mercado brasileiro.

Setembro
Enquanto acontecia na cidade de Chongqing, na China, a maior feira de motos daquele país, por aqui a brasileira Dafra assinava mais um acordo internacional. Dessa vez com a líder de vendas na China, a Haojue, que também fabrica as motos Suzuki no gigante asiático. O primeiro produto desta união é o scooter Smart 125. O modelo está equipado com motor monocilíndrico, OHC (comando simples no cabeçote) de 124,6 cm3, alimentado por sistema de injeção eletrônica. A Dafra também marcava sua entrada no segmento CUB e apresentou a Zig 100, com câmbio rotativo e preço atraente para brigar com a Honda Biz 125.

A Honda, por sua vez, mostrava sua preocupação com a segurança dos motociclistas e apresentou em setembro a linha de 300 cc – CB 300R e XRE 300 – equipada com freios ABS combinados. Projetados especialmente para esses modelos de baixa cilindrada, o novo sistema de freios garante frenagens mais controladas e seguras. Outra tacada da marca japonesa foi a ampliação de sua linha de motores bicombustíveis para a trail NXR 150 Bros e para a CG 150 Mix EX, top de linha da família CG.

Outubro
Outubro foi um mês de festa para o mercado de motocicletas. Entre 7 e 12 daquele mês aconteceu o maior evento do setor no Brasil e na América Latina, a 10ª edição do Salão Duas Rodas. De volta ao principal centro de exposições de São Paulo (SP), o Pavilhão do Anhembi, o salão reuniu 443 expositores e trouxe diversos lançamentos: entre eles a nova Yamaha V-Max, a Kawasaki ZX-10R, a Ducati 696, entre outros. Destaque também para a Kasinski, que tinha sido adquirida pela empresa sino-brasileira CR-Zongshen e lançou seis modelos no Salão.

Para os motociclistas diversas novidades em equipamentos, além de muita atração, como shows de wheeling e simuladores. Com o recorde de 240.000 visitantes, a Abraciclo, associação do setor, contaminada pelo otimismo, previu que as vendas de motos voltariam a subir até o final de 2009, o que, infelizmente, não aconteceu.

Enquanto no Brasil, o setor de motos festejava, nos Estados Unidos a crise financeira fazia suas vítimas. A Harley-Davidson anunciou em meados de outubro que paralisaria a produção das motos Buell. Sonho de seu criador, Erik Buell, a Harley alegou problemas financeiras e simplesmente fechou as portas da inovadora marca de motos esportivas. Recentemente, correm boatos de que Erik Buell não parou de sonhar e vai vender uma versão de pista da esportiva 1125R sob encomenda, o único modelo que não usava motor Harley e sim Rotax.

Novembro
A maior feira de motos do planeta, o Salão de Milão (ITA), que aconteceu entre 10 a 15 de novembro, foi marcado pela ausência de Honda e Yamaha. Aproveitando o vacilo das montadoras nipônicas, as marcas européias deitaram e rolaram. Destaque para a Ducati Multistrada 1200, nova big-trail italiana criada para brigar de igual para igual com a alemã BMW R 1200 GS. O penúltimo mês também registrou a estréia das motocicletas elétricas da californiana Zero no Brasil. Elogiados no exterior, os modelos da Zero inovam por ter uma bateria mais potente e com maior autonomia. Com desempenho satisfatório, poderiam ser uma alternativa limpa para o transporte diário, não fosse o preço proibitivo dos modelos importados pelo Grupo Izzo.

Enquanto, aqui no Brasil, a novidade eram motos que elétricas com alguns kilowatts de potência, em Portugal a BMW lançava para a imprensa mundial a sua nova superesportiva S 1000 RR. Equipada com um motor de quatro cilindros em linha e ainda mais potente que as japonesas, todos os jornalistas e pilotos que testaram a moto no autódromo de Portimão, no sul de Portugal, teceram diversos elogios não só ao desempenho, mas também à tecnologia do modelo.

Dezembro
Em 14 de dezembro, outra parceria da Dafra, desta vez com a alemã BMW, dava seu primeiro fruto: saía da linha de montagem da fábrica brasileira em Manaus, a primeira moto BMW montada fora da Europa. O acordo prevê que a Dafra monte, sob supervisão da BMW, no sistema CKD, o modelo G 650 GS. Porém toda a comercialização, garantia e pós-venda será feita pela marca alemã. A trail monocilíndrica vai chegar às concessionárias em fevereiro com freio ABS de série e preço de R$ 29.800.

Apesar do clima natalino no ar, os fabricantes de motocicletas não tinham muito a comemorar: anunciaram no início do mês que 2009 terminará com queda de 26% na produção. O cenário era formado por paralisação na produção e diminuição nas vendas. Oportunidade para pedir uma “mãozinha” ao governo. Na quinta-feira , 17 de dezembro, a notícia que o setor esperava: o ministro da Fazendo Guido Mantega, anunciou o retorno da isenção da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), por 90 dias, para o setor de motocicletas, a partir de janeiro de 2010.

Além disso, foram liberados R$ 3 bilhões em linhas de crédito para a compra de motocicletas. Do total investido, R$ 200 milhões são procedentes de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e R$ 2,8 bilhões serão disponibilizados pelas instituições financeiras.  “A Abraciclo acredita que esta decisão do Governo Federal junto à Caixa Econômica Federal e ao Banco do Brasil é prova de que o trabalho conjunto entre as entidades e os órgãos competentes traz bons resultados para o setor”, comemorou Paulo Shuiti Takeuchi, presidente da Abraciclo. Um verdadeiro presente de papai Noel para o mercado de duas rodas.

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Fonte:  Icarros

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Yamanha mostra fotos do modelo R1 2010 inspirada na M1 de Valentino Rossi

setembro 14, 2009 3 comentários

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A Yamaha traz uma super novidade:

Esta semana anunciou oficialmente o modelo 2010 da sua lendária R1, a super esportiva de 1000cc que a 12 anos faz a alegria dos alucinados por velocidade.

Lançada em 1998, a R1, como é popularmente conhecida, chegou para quebrar a barreira dos 300 km/h de velocidade final, antes só atingidos pelas grandes sport-touring como a CBR1100XX Blackbird, e ao mesmo tempo, proporcionar a esportividade das motos mais leves de 600cc da época, como a CBR 600 F3. Pela primeira vez uma moto fabricada em série atingiria a relação de peso-potência de 1:1 (1 cavalo para cada kilograma).

Depois de 12 anos, muita coisa mudou, mas de 1 ano para cá, nada mudou! A R1 continua tecnicamente igual ao modelo 2009, com o novo motor com tempos de ignição modificados graças ao novo acerto do virabrequim. A novidade de 2009 fica pelos novos grafismos da versão LE (Limited Edition), que é inspirado na M1 de Valentino Rossi.

Certamente um prato cheio para quem quer se sentir um piloto!

A versão “normal” começa a ser vendida ainda este mês e custará US$ 13.290, já a Edição Limitada só em Fevereiro do ano que vem, e custará US$ 14.500. Mas Calma lá, estes preços não são para nós simples brasileiros… vêm muito imposto por aí… este preço tende a pelo menos dobrar…

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Salão Duas Rodas 2009

agosto 27, 2009 2 comentários

Slão Duas Rodas

Nesse ano o salão duas rodas será realizado no salão do Anhembi – São Paulo – SP Av. Olavo Fontoura, 1.209 – Santana é a 10ª Edição do evento que é a maior feira de Motocicletas, Bicicletas, Peças, Equipamentos e Acessórios da América latina. O evento será realizado de 7 a 12 de outubro de 2009.

Os ingressos serão vendidos no pavilhão do Anhembi a R$ 25,00 por pessoa, ou na internet com desconto apartir de setembro, terão desconto de 50% caravanas cadastradas previamente no site do Salão Duas Rodas.

Fonte: http://www.salaoduasrodas.com.br/

YAMAHA XVS 950 MIDNIGHT STAR X HONDA SHADOW 750

julho 15, 2009 9 comentários

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A liderança da Honda Shadow 750 no mercado de custom de alta cilindrada – em 2008 foram emplacadas 2.508 unidades – tem agora uma ameaça de peso: a novíssima Yamaha XVS 950 Midnight Star, lançada em maio no Brasil. Além da áurea de novidade mundial, a Midnight Star tem no design mais atraente e no motor maior e mais potente os grandes atributos para entrar nessa disputa. Porém, cobra no preço, já que a nova custom da Yamaha custa a partir de R$ 34.600 (R$ 34.900 a cor vermelha), enquanto a veterana Honda Shadow sai por R$ 30.000.

Para descobrir se vale a pena pagar 15% a mais pela nova Yamaha rodamos com essas duas motos custom em seu habitat natural: a estrada. Para fazermos uma análise fria escolhemos como destino a gelada cidade de Campos do Jordão, no interior de São Paulo. O caminho também era ideal para os modelos custom, afinal percorremos 240 km pelo bom asfalto das Rodovias Ayrton Senna/Carvalho Pinto e outros 80 km pelas estradas sinuosas que levam ao famoso destino paulista das férias de inverno.

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Design e praticidade

As diferenças começam já no design de cada modelo. A Honda aposta em um visual clássico, com grandes pára-lamas, lanterna “capelinha” e rodas raiadas na Shadow. Tão clássico que deixa a custom de 750cc com ar de moto antiga. Já a Yamaha buscou inspiração nos carros da década de 30, conferindo à Midnight um ar mais esportivo denunciado pelas rodas de liga-leve, o farol pintado na cor da moto e a única saída de escape. Aí pesa também a idade de cada projeto: a Yamaha lançou a XVS 950 mundialmente nos salões de moto de 2008; a Shadow é bem mais antiga e, no ano passado, ganhou poucas mudanças estéticas e a injeção eletrônica para atender à nova lei brasileira de emissão de poluentes.

Depois de analisarmos o desenho dos modelos, era hora de arrumar nossa pequena bagagem e pegar a estrada. Neste início, ponto para a Shadow que traz pequenas cavidades no friso traseiro para facilitar a amarração da mala. Na Midnight, há apenas dois ganchos na pedaleira da garupa.

Analisando o painel, porém, vantagem para a Yamaha. Em ambas as motos ficam sobre o tanque. Mas na Midnight há velocímetro e luzes espia integradas, além de uma pequena tela de LCD, com regulagem de brilho, que traz um hodômetro total, dois parciais, fuel trip e relógio. Um detalhe importante é que as funções podem ser acionadas por um interruptor no punho esquerdo, evitando que se tire a mão do guidão.

Já a custom da Honda só traz hodômetros digitais e as luzes espias ficam sob a mesa do guidão – debaixo do sol na estrada era difícil saber se estavam acesas ou apagadas. Agora um ponto negativo para as duas motos custom: nenhuma tem marcador de combustível. A Shadow tem uma luz de reserva e a Midnight, um fuel trip que conta os quilômetros rodados na reserva. A Midnight continua na frente se compararmos os punhos. Além de mais bem acabados, são completos. A Shadow não tem nem lampejador de farol.

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Conforto e autonomia

Tratando-se de duas motos custom, ou estradeiras, como alguns preferem, conforto e autonomia são quesitos fundamentais no comparativo entre Yamaha Midnight Star e Honda Shadow.

No quesito autonomia, o modelo Honda sai atrás. Seu tanque tem capacidade para apenas 14 litros – menos que na Honda CG 150, onde cabem 16 litros. Já o tanque da custom Yamaha comporta 17 litros. Na teoria, pode-se ir mais longe com a Midnight Star.

Durante a viagem o consumo de ambas foi bastante similar, com leve vantagem para a Shadow. A primeira média obtida foi de 20,75 km/litro com a Honda e 19,76 km/l no modelo Yamaha. Na segunda parte, rodando a 110 km/h constantes, apesar de maior, o motor da Midnight rodou 25 km/litro e o da Shadow, 23,3 km/l. Na última medição, rodando em condições normais e levando-se em conta a subida da serra até Campos, a Shadow foi novamente mais econômica com média de 21,5 km/l. No mesmo trecho, a Midnight  rodou 20,5 km/l.

Fazendo uma média dos consumos, a Shadow roda 21,85 km com um litro de combustível. Com seu tanque de 14 litros, pode-se percorrer 305 km sem abastecer a custom da Honda. Apesar de consumir um pouco mais (21,75 km/l), a Yamaha com 17 litros pode rodar mais – 369 km – sem parar no posto.
Já no quesito conforto a comparação é mais subjetiva que os números de consumo.

Os dois modelos têm bancos largos, pedaleiras avançadas e uma posição de pilotagem relaxada, bem ao estilo custom. Na Shadow, porém, o piloto fica mais “sentado”, com as pernas mais flexionadas. Apesar de mais leve (247 kg a seco) tem-se a impressão que a Honda é mais pesada nas mudanças de direção. Uma das razões para isso pode ser o guidão mais aberto e curvado para baixo. A Midnight pesa 261 kg, mas oferece uma excelente posição de pilotagem na estrada e demonstra facilidade nas mudanças de direção.

Desempenho e ciclística

Os dois motores compartilham a mesma arquitetura: dois cilindros em “V”, mas inclinados a 60° na custom Yamaha e a 52° na Honda. Têm comandos simples no cabeçote (OHC), mas quatro válvulas na Yamaha e apenas três na Honda. A vantagem aqui vai para a Honda que tem refrigeração líquida, enquanto a Yamaha usa o sistema a ar. Alimentados por injeção eletrônica, têm capacidade cúbicas bem distintas: 952 cm³ na Midnight e 745 cm³ na Shadow.

Os 200 cm³ a mais de capacidade resultam em quase 10 cavalos a mais na potência máxima da nova Yamaha, que produz 53,6 cv a 6.500 rpm, contra 45,5 cv a 5500 rpm na veterana Honda. Mas é o torque máximo de 7,83 kgf.m já nas 3.000 rotações que fazem o piloto sentir mais “força” na nova Midnight. A Shadow 750, além de ter menos torque, os 6,5 kgf.m aparecem só nas 3.500 rpm. Com isso comparando as duas na estrada, a Midnight tem melhor retomada e aceleração.

Outro ponto positivo da custom Yamaha é a ciclística mais estável. Além da distância entre-eixos maior – 1.685 mm contra 1.639 mm -, a Midnight Star tem suspensões mais firmes – garfo telescópico na dianteira e balança monoamortecida atrás. Nas curvas, passa mais segurança que o bichoque na traseira da Shadow que parece dançar nas curvas mais fortes.
Pesa ainda a favor da Midnght Star seus freios, pois tem discos na dianteira e na traseira que, diga-se de passagem, funciona muito bem. Como nas motos custom há muito peso atrás, o freio a tambor na roda traseira da Shadow não para a moto com tanta eficácia.

Conclusão

Depois de rodar mais de 300 km com a Honda Shadow 750, líder de vendas no segmento custom, e a nova Yamaha XVS 950 Midnight Star e enfrentar os 14° C que fazem o charme da estância climática de Campos do Jordão nesta época do ano, fica fácil analisar friamente os dois modelos. Pode-se concluir que os 15% a mais cobrados pela nova Yamaha se justificam.

FICHAS TÉCNICAS:

YAMAHA XVS 950 MIDNIGHT STAR
MOTOR:
OHC, dois cilindros em “V”, a 60º refrigerado a ar
POTÊNCIA MÁXIMA: 53,6 cv a 6.000 rpm
TORQUE MÁXIMO: 7,83 Kgf.m a 3.000 rpm
DIÂMETRO X CURSO: 85 mm x 83 mm
CAPACIDADE CÚBICA: 942 cm³
SISTEMA DE ALIMENTAÇÃO: Injeção Eletrônica de Combustível
TAXA DE COMPRESSÃO: 9.0:1
SISTEMA DE PARTIDA: Elétrica
CÂMBIO: Cinco velocidades
TRANSMISSÃO FINAL: Correia dentada
CAPACIDADE DO TANQUE: 17 litros
CHASSI: Berço duplo de aço
SUSPENSÃO DIANTEIRA: Garfo Telescópico, com 41 mm de diâmetro e 135 mm de curso
SUSPENSÃO TRASEIRA: Monoamortecedor com 110 mm de curso
FREIO DIANTEIRO: Disco simples de 320 mm
FREIO TRASEIRO: Disco simples de 298 mm
PNEU DIANTEIRO: 130/70 x 18 M/C 63H
PNEU TRASEIRO: 170/70B x 16 M/C 75H
DIMENSÕES (C X L X A): 2435 mmX1.000 mmX1.080 mm
DISTÂNCIA ENTRE-EIXOS: 1685 mm
ALTURA DO ASSENTO: 675 mm
ALTURA DO SOLO: 145 mm
PESO SECO: 261 Kg
CORES: Preta e Vermelha com gráficos estilizados
PREÇO: R$ 34.600,00 (preta) e R$ 34.900,00 (vermelha)

HONDA SHADOW 750
MOTOR: OHC, dois cilindros em “V” a 52° e arrefecimento a líquido
POTÊNCIA MÁXIMA: 45,5 cv a 5.500 rpm
TORQUE MÁXIMO: 6,5 kgf.m a 3.500 rpm
DIÂMETRO X CURSO: 79,0 x 76,0 mm
CAPACIDADE CÚBICA: 745 cm³
ALIMENTAÇÃO: Injeção Eletrônica de Combustível
TAXA DE COMPRESSÃO: 9,6:1
SISTEMA DE PARTIDA: Elétrica
CÂMBIO: Cinco velocidades
TRANSMISSÃO FINAL: Eixo-cardã
CAPACIDADE DO TANQUE: 14,4 litros
CHASSI: Berço duplo de aço
SUSPENSÃO DIANTEIRA: Garfo telescópico (140 mm)
SUSPENSÃO TRASEIRA: Duploamortecida (90 mm)
FREIO DIANTEIRO: A disco, com 296 mm de diâmetros e cáliper de pistão duplo
FREIO TRASEIRO: A tambor, com 180 mm de diâmetro
PNEU DIANTEIRO: 120/90 – 17 M/C 64S
PNEU TRASEIRO: 160/80 – 15 M/C 74S
ALTURA DO ASSENTO: 660 mm
ALTURA MÍNIMA DO SOLO: 130 mm
CHASSI: Berço duplo de aço
DIMENSÕES (C X L X A): 2.503 x 920 x 1.125
ENTRE-EIXOS: 1.639 mm
PESO SECO: 247 kg
CORES: Preta, Azul metálica e cinza metálica
PREÇO: R$ 29.980,00

Fotos: Gustavo Epifanio

Fonte: Agência Infomoto

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Yamaha Midnight Star x Honda Shadow

Vídeo produzido pela Revista Motociclismo para mostrar, lado a lado, as duas custom que prometem duelar no mercado nacional: Yamaha Midnight Star 950 e Honda Shadow 750.

Fonte:  Blog Duas Rodas e Revista Motociclismo

Nova Yamaha XVS 950 Midnight Star

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Desempenho “full-size” com peso leve, designe limpo e simples inspirado nos carros esportivos da década de trinta, porém com tecnologia de última geração
Impulsionado por um motor de projeto atual de 942 cc, OHC, V-2, refrigerado a ar de alto torque, acomodado em um chassi de excelente ciclística, a nova XVS 950 Midnight Star apresenta um excitante e refrescante estilo esporte clássico.

Esta nova máquina sem igual e original é indicada aos motociclistas que desejam uma genuína custom limitada a 1.000 cc, mas leve e forte aliado a um alto desempenho com estilo longo e baixo que não intimida os motociclistas menos experientes. A XVS 950 Midnight Star cria um novo capítulo com seu estilo moderno e genuíno para os motociclistas de todas as idades.

Embora o modelo se beneficie do uso da avançada tecnologia Yamaha, foi tomado grande cuidado para assegurar que essa nova motocicleta mantivesse a simplicidade e designe essencial de uma big custom clássica.

Por exemplo, os engenheiros da Yamaha passaram muito tempo desenvolvendo um sistema de exaustão que acentuasse as baixas freqüências atenuando as de alta no seu exclusivo escapamento dois-em-um, assim como no desenvolvimento de um sistema de admissão que não só aumentasse o desempenho, mas também emitisse um som pulsante na admissão a baixa e alta velocidades.

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ovo propulsor alimentado por injeção eletrônica

O compacto motor V-2 a 60 graus, oito válvulas, OHC de 942 cc, refrigerado a ar desenvolve 53,6 cv a 6.000 RPM e é totalmente novo. Nele também foi considerado para seu desenvolvimento o desempenho, força e designe. Para um ótimo rendimento a baixas e médias rotações. O propulsor trabalha quase “quadrado” com curso e diâmetro de 85.0 mm x 83.0 mm, que quando combinado a câmara de combustão e as oito válvulas nos cabeçotes conferem se torna uma autentica usina de força; forte aceleração e potência extra, em pouquíssimo tempo.

As características técnicas do projeto uniram características custom e de alta tecnologia, como: inexistência do balanceador no eixo do virabrequim, arrefecimento a ar, maior conjunto do filtro de ar, pistões forjados mais leves, tratamento cerâmico nos cilindros, oito válvulas nos cabeçotes. Assim como novas soluções tecnológicas para câmaras, válvulas, corpo da borboleta de alimentação, bomba de óleo, embreagem, caixa de mudanças, sistema de exaustão, entre outros.

O câmbio de cinco velocidades foi projetado especificamente para acentuar as características do novo propulsor. Tem cinco velocidades e privilegia as baixas e médias rotações, já a quinta marcha foi projetada para proporcionar uma relaxante e confortável velocidade de cruzeiro.

Para melhor desempenho em todos os regimes com o mínimo de emissões, as câmaras de combustão contam com dois bicos injetores de quatro furos cada. Esses bicos pulverizam o spray diretamente sobre a superfície das válvulas com eficiente atomização do combustível para uma rápida e melhor queima. O corpo da borboleta tem 35 mm de diâmetro.

Vários sensores são responsáveis por transmitir dados sobre a temperatura do ar, pressão atmosférica e pressão do ar admitido, temperatura do motor, velocidade, posição da borboleta e níveis de oxigênio na saída dos escapes, que são processados na ECU e então ajustados o sistema de injeção de combustível.

Os escapes do tipo 2 em 1 levam um catalisador de três vias e asseguram ao novo motor V-2, emissões muito menores que as exigidas pelo PROMOT 3.

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Novo projeto do chassi berço duplo em aço

O novo chassi berço duplo em aço foi projetado para passar a sensação de pouco peso, o que foi obtido com o projeto de uma estrutura que oferecesse diferentes graus de rigidez em segmentos distintos. O chassi é especialmente rígido em torno da área principal da tubulação central, assim a rigidez de torção é ajustada em um nível relativamente mais baixo a fim de proporcionar um grau de resistência de acordo com as características de manipulação, que proporciona um maior conforto para o motociclista.

A relação entre os níveis de torção laterais e longitudinais da rigidez do chassi foram estudados com cuidado e por meio de extensivos testes resultaram em um chassi “estradeiro” e seguro com características que completam o desempenho do propulsor de elevado torque. Do ponto de vista estético o projeto do chassi berço duplo transmite uma relação de simplicidade e funcionalidade, que combina perfeitamente com as linhas clássicas do novo motor V-2 arrefecido a ar.

Comparada a outras motocicletas de sua categoria, a XVS 950 Midnight Star passa uma experiência de condução muito mais leve e mais esportiva. A esportividade é caracterizada por um ângulo de cáster de 32″10′, e 145 mm de trial projetando seu peso sobre a dianteira e traseira, de modo a assegurar maior conforto na condução em estradas.

A baixa altura do assento – 675 mm – confere elevado nível de conforto e facilidade em montar na motocicleta. Esse assento é estreito na parte dianteira a fim combinar com a seção traseira do tanque de combustível ficando mais fácil para motociclistas apoiarem os pés no chão, quando parado ou nos congestionamento.

Outro importante fator que influenciou na maneabilidade e peso foi a utilização na dianteira de uma roda em liga de 18 polegadas calçada com pneu de 130/70 x 18 63H, enquanto na traseira leve um conjunto 170/70B x 16 75H. As rodas de pouco peso e esportividade complementam o projeto clássico.

Usando técnicas de 3D CAD, os engenheiros da Yamaha criaram um tanque de combustível clássico em forma de lagrima, amplo e de desenho limpo, com capacidade de 17 litros. Visto de lado, tem um perfil baixo – mesmo com a bomba de combustível interna, passando um visual de velocidade e, em sua produção é empregada tecnologia exclusiva.

Como os modelos XVS/XV de maior cilindrada disponíveis no exterior, a XVS 950 Midnight Star é equipada com um sistema de transmissão secundária durável e eficiente. Uma correia dentada de 28.6 mm de largura reforçada com kvlar e fibra de carbono, uma maneira extremamente eficaz de transmitir os elevados níveis de torque produzidos pelo V-2, ideal para o longo curso da suspensão traseira, com propriedades absorventes a impacto e resistente à corrosão.

A suspensão dianteira da marca Kayaba leva tubos internos de 41 mm de diâmetro e 135 mm de curso, enquanto na traseira traz um sistema de Monocross com 110 mm de curso e ajuste da pré-carga da mola, projetada para oferecer um curso inicial macio, que se torna progressivamente mais firme enquanto a suspensão é comprimida. O conjunto de suspensões foi desenvolvido para proporcionar elevados níveis de conforto para o piloto e a garupa.

Para uma frenagem progressiva e eficiente na dianteira foi adotado um freio a disco com 320 mm de diâmetro e dois pistões que foi otimizado com o estudo da forma do manete, diâmetro do cilindro mestre, a taxa de expansão da mangueira e peso. Na traseira a XVS 950 Midnight Star é equipa com um freio a disco de 298 mm de diâmetro.

O painel de instrumentos é um show a parte, acomodando em um único instrumento de grande diâmetro, sobre o tanque de combustível em estilo clássico, todas as informações necessárias. Velocímetro análogo, seis luzes espia e uma janela da exposição multifuncional do LCD com; um hodômetro, dois trip, fuel trip e relógio operado por um interruptor no punho direito.

O modelo XVS 950 Midnight Star será comercializado a partir da quarta semana de maio de 2009 em toda Rede Autorizada Yamaha nas cores vermelha com aplicação de gráficos no tanque de combustível e pára-lama traseiro ao preço público sugerido, posto Manaus, de R$ 34.900,00, enquanto a versão na cor preta fica em R$ 34.600,00.

Fonte:  Motokando e Yamaha

Videoteste INFOMOTO – Yamaha FZ6N

Kawasaki Z 750 x Honda Hornet x Yamaha FZ6

Depois de anos de expectativa, chegou a hora de colocarmos as mãos em um modelo Kawasaki importado oficialmente pela marca. Pudemos colocar lado a lado a bela Z 750 com duas das motos mais desejadas dos consumidores brasileiros, são elas: Honda CB 600F Hornet C-ABS e Yamaha FZ6.

Em alguns países da Europa, a Kawasaki Z 750 roubou a “cena” e a liderança da categoria. Tal feito é a combinação do preço inferior ao das concorrentes e um motor maior, além de um design mais encorpado e arrojado.

So pra continuar… outro vídeo, agora com a Suzuki GSR 600 no combate das Nakeds Japas de média cilindradas!!

Ôooo dúvida cruel!!

Fonte:  Motociclismo Online

Honda CG Titan 150 X Yamaha YBR 125 Factor.

março 10, 2009 65 comentários

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Comparamos as 125/150 mais vendidas e eternas rivais, renovadas para 2009: Honda CG Titan 150 e Yamaha YBR 125 Factor.

Colocamos as motos lado-a-lado em suas versões top de linha — ESD e ED respectivamente — para descobrirmos quais os pontos altos e fracos dos “carros-chefe” de Honda e Yamaha.

Design

Além da capacidade do motor, ambas se diferenciam ao primeiro olhar. A Factor encanta com seu visual esportivo e street ressaltado pelas rodas de liga leve, disponíveis na ED, lembrando muito sua irmã maior YS 250 Fazer. Entre alguns motociclistas ganhou o apelido de “mini-Fazer”.

Já a rival da Honda resolveu inovar no design, com uma carenagem no farol que não agradou a todos. Inédito no Brasil, o novo desenho já recebeu alguns apelidos e muitas críticas.

Gosto à parte, ambas são as motos mais vendidas das respectivas marcas. No ranking de emplacamentos, a CG 150 lidera, enquanto a 125 da Yamaha ocupa a quarta posição entre as mais vendidas.

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Praticidade e conforto

Quando o quesito é praticidade para se transportar pequenos objetos, as duas se equivalem. A Honda Titan 150 conta com um gancho metálico próximo aos amortecedores traseiros, facilitando amarrar e transportar pequenos objetos. A YBR Factor também traz ganchos na alça da garupa com o mesmo propósito. No teste prático, as motos levaram um capacete fechado no banco destinado ao carona somente com a “aranha” de fixação.

Já nos punhos de comando as rivais são contrastantes. Na Yamaha os comandos são semelhantes aos da sua irmã maior, a YS Fazer 250, com lampejador de farol e corta-corrente. Os comandos da Titan pararam no tempo. Os dois itens citados na concorrente inexistem na Honda. Os comandos são praticamente iguais os da CG 125 Titan de 2000, exceto pela falta do botão liga/desliga do farol, agora acionado automaticamente ao se ligar o motor.

Em relação ao conforto, as suspensões — garfo telescópico na dianteira e duplo amortecedor na traseira — funcionam muito bem nas duas motocicletas, com vantagem para a Yamaha pela suavidade.

Contra a marca dos três diapasões está o banco da YBR. Com uma espuma muito mole, cansa o piloto após longo tempo pilotando. No caso da Titan 150, o banco foi redesenhado e tem uma espuma mais densa e confortável.

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Motor

A concepção dos motores é o grande diferencial dessas urbanas. As concorrentes já atendem ao Promot 3 (lei de controle de emissão de poluentes) e utilizam soluções diferentes para cumprirem a norma. A Honda inovou ao equipar sua campeã de vendas com injeção eletrônica de combustível, além de sensor de oxigênio e catalisador.

A YBR 125 Factor teve seu carburador remodelado, ganhou sensor de “cut-off”, acionamento do segundo estágio a vácuo e sensor de posição do acelerador. Com essas soluções “hi-tech”, o equipamento da Yamaha consegue um resultado semelhante a um motor injetado, cortando o envio de combustível quando o acelerador não é acionado com a moto em movimento.

Tantas inovações têm seu preço. Os números de potência e torque reduziram na YBR; na Honda a potência continua a mesma da CG 150 carburada — a 500 rotações acima — e o par máximo diminuiu. Falando abertamente, a YBR sofre pela falta dos 25 cm³ em relação à Titan e também com as novas regras de emissão de poluentes, que obrigou a Yamaha a instalar dois catalisadores no escapamento e deixou a Factor um tanto “amarrada”.

Nas estradas, onde a Yamaha anda “esgoelada” ainda sobra acelerador na CG. Isso se traduz em um consumo mais alto. Conseguimos médias acima de 40 quilômetros por litro pilotando a CG e com a rival as médias obtidas ficaram entre 33 e 35 quilômetros por litro.

Ao se falar em consumo, não podemos deixar escapar o grave “calcanhar de Aquiles” da nova Titan. Ela não tem torneirinha de combustível e nem luz indicadora de reserva, há somente o marcador de gasolina. Portanto um motociclista mais distraído pode ficar a pé se não ficar atento ao nível.

Já na rival, equipada com a torneirinha de combustível, ainda há chances de chegar ao próximo posto para abastecer ao se abrir a reserva. Um item bastante útil para os distraídos.

Impressões

Tanto YBR Factor e CG 150 Titan são ótimas motos para se pilotar na cidade, por serem estáveis, ágeis e confortáveis. Porém, a maciez do conjunto motor/câmbio/freios e suspensões da Yamaha acabam sendo ofuscadas pelo maior vigor do motor da Titan, que exige menos trocas de marchas e permite ao piloto rodar com o acelerador menos aberto.

Na hora de frear, as motocicletas apresentam freio a disco na roda dianteira — de pistão simples na Factor e duplo na Titan — e a tambor na traseira. A 125 da Yamaha mostrou reações melhores, enquanto a rival apresentou um acionamento um pouco mais “borrachudo”.

Nos trechos de curvas, vantagem novamente para o modelo Yamaha. A versão ED testada sai de fábrica com rodas de liga leve calçadas com pneus Metzeler ME 22, sem câmara e de perfil esportivo. Itens que fazem dela uma das motos mais completas da categoria.

Já a Honda peca por não equipar a CG top de linha com rodas de liga leve e pneus sem câmara. Suas rodas raiadas e os pneus Pirelli City Demon são de boa qualidade e dão conta do recado. Mas como se trata de modelo top e, levando-se em consideração seu preço mais elevado, bem que a Titan 150 poderia ter rodas mais bonitas.

Preço

Esse é um item muito importante nesta categoria de motos urbanas de baixa cilindrada. Se compararmos os preços divulgados pelas fábricas, a diferença entre Titan e Factor é de pouco mais de R$ 500. Porém, o valor praticado nas concessionárias das marcas na capital paulista dobra essa diferença.

Ao consultarmos as concessionárias, constatamos que a Factor apresenta larga vantagem. O valor médio cobrado é de R$ 6.800, enquanto a concorrente Honda CG 150 Titan está sendo vendida a R$ 7.900. Uma diferença de quase 15% que significa parcelas mais baixas no financiamento ou ainda uma economia para comprar equipamentos de segurança.

Fichas Técnicas

Honda CG 150 Titan ESD

Motor: monocilíndrico, 149,2 cm³, duas válvulas por cilindro e refrigerado a ar
Diâmetro x curso: 57,3 mm x 57,84 mm
Taxa de Compressão: 9,5: 1
Potência máxima: 14,2 cv a 8.500 rpm
Torque máximo: 1,32 kgf.m a 7.000 rpm
Alimentação: Injeção eletrônica PGM-FI
Câmbio: 5 marchas
Transmissão: corrente
Comprimento: 1.988 mm
Largura: 730 mm
Altura: 1.098 mm
Altura do banco: 792 mm
Distância entre eixos: 1.315 mm
Peso (a seco): 119,4 kg (versão ESD)
Tanque de gasolina: 16,1 litros
Quadro: Diamond
Suspensões: Garfo telescópico na dianteira e duplo amortecedor na traseira
Pneus: Pirelli City Demon 80/100-18 (dianteiro) e 90/90-18 (traseiro)
Freios: Disco simples de 240 mm de diâmetro com cáliper de dois pistões na dianteira (versão ESD) e tambor de 130 mm na traseira
Cores: azul metálica, prata metálica, vermelha e preta
Preço sugerido: R$ 6.990 (versão ESD)

Yamaha YBR 125 Factor

Motor: Monocilíndrico, 124,9 cm³ duas válvulas por cilindro, refrigerado a ar
Diâmetro x curso: 54,0 mm x 54,0 mm
Taxa de compressão: 10,0:1
Potência máxima: 11,2 cv a 8.000 rpm
Torque máximo: 1,13 kgf.m a 6.000 rpm
Alimentação: Carburador Mikuni BS 25
Câmbio: 5 velocidades
Transmissão: Corrente
Comprimento: 1.980 mm
Largura: 760 mm
Altura: 1.080 mm
Altura do banco: 780 mm
Distância entre eixos: 1.290 mm
Peso (a seco): 112 kg (versão ED)
Tanque de gasolina: 13 litros
Quadro: Diamond em aço
Suspensões: Garfo telescópico com 120 mm de curso na dianteira e duplo amortecedor com 105 mm de curso na traseira
Pneus: 2.75 – 18 42 P Metzeler ME 22 (dianteiro) e 90/90 – 18 42 P Metzeler ME 22 (traseiro)
Freios: Disco simples de 245 mm na roda dianteira com cáliper de pistão simples e tambor de 130 mm de diâmetro na traseira
Cores: Azul, prata, preta e vermelha
Preço Sugerido: R$ 6.585,00

Fotos: Renato Durães.

Fonte: Agência Infomoto / Moto.com.br

Nova Yamaha XT660R 2009.

fevereiro 27, 2009 2 comentários
xt660r_2009_vermelha

Yamaha XT660R 2009 Vermelha

A principal das mudanças é, sem dúvida, a adição da sonda lambda ao sistema de injeção eletrônica, que é praticamente uma exigência para manter as motos dentro dos padrões estabelecidos pela PROMOT 3. O desempenho do motor não foi alterado, permanecendo com 5,95 kgf.m de torque a 5.250 rpm e a potência máxima de 48 cv a 6.000 rpm. Outra mudança foi na cor: Saiu a Azul e entrou a Vermelha. Uma tendência da marca.

Certamente é uma moto muito aguardada, pois possui bom desempenho e está em uma faixa de preço com poucos concorrentes.

O preço sugerido é de quase R$ 27.300,00, mas eu acho que deve chegar as concessionárias por volta de R$ 25.000,00.

xt660r_2009_preta_lateral

Yamaha XT660R 2009 Preta

Fonte:  Motosblog

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